{"id":38662,"date":"2025-12-16T17:57:06","date_gmt":"2025-12-16T20:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=38662"},"modified":"2025-12-16T17:57:11","modified_gmt":"2025-12-16T20:57:11","slug":"pais-que-abandonam-filhos-vao-precisar-pagar-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/pais-que-abandonam-filhos-vao-precisar-pagar-indenizacao\/","title":{"rendered":"Pais que abandonam filhos v\u00e3o precisar pagar indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O cen\u00e1rio jur\u00eddico brasileiro acaba de ganhar um marco importante na prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes. <\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 15.240, sancionada em 28 de novembro de 2025 pelo presidente em exerc\u00edcio Geraldo Alckmin, estabelece que o abandono afetivo por pais ou respons\u00e1veis configura ato il\u00edcito civil, pass\u00edvel de indeniza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o amplia os conceitos de dever parental e refor\u00e7a a responsabilidade emocional que acompanha a guarda e o sustento de menores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 abandono afetivo<\/h2>\n\n\n\n<p>O abandono afetivo \u00e9 definido como a omiss\u00e3o do pai, m\u00e3e ou respons\u00e1vel em garantir n\u00e3o apenas o sustento material da crian\u00e7a ou adolescente, mas tamb\u00e9m a presen\u00e7a, o cuidado emocional e a conviv\u00eancia familiar. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso inclui a falta de aten\u00e7\u00e3o e acompanhamento psicol\u00f3gico, moral e social, aus\u00eancia de contato ou visitas regulares, neglig\u00eancia em momentos decisivos da vida do filho, como escolhas educacionais ou profissionais, e falta de apoio emocional em momentos dif\u00edceis. <\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de crimes, o abandono afetivo \u00e9 considerado ato il\u00edcito civil, podendo gerar responsabiliza\u00e7\u00e3o financeira, obrigando o infrator a pagar indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos causados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Deveres afetivos agora t\u00eam respaldo legal<\/h2>\n\n\n\n<p>A nova lei determina que a assist\u00eancia afetiva \u00e9 um dever obrigat\u00f3rio dos pais. Al\u00e9m de prover sustento material, eles precisam manter contato e visitas regulares, oferecer orienta\u00e7\u00e3o sobre decis\u00f5es importantes, estar presentes em momentos cr\u00edticos sempre que poss\u00edvel e proporcionar apoio emocional cont\u00ednuo. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a fortalece o entendimento de que a cria\u00e7\u00e3o de filhos vai muito al\u00e9m da provis\u00e3o financeira, incluindo a dimens\u00e3o psicol\u00f3gica e afetiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consequ\u00eancias legais do abandono afetivo<\/h2>\n\n\n\n<p>Pais ou respons\u00e1veis que forem considerados omissos podem ser acionados judicialmente e obrigados a pagar repara\u00e7\u00e3o de danos pelos preju\u00edzos emocionais causados, cumprir outras san\u00e7\u00f5es determinadas pelo juiz e, em casos de maus-tratos, neglig\u00eancia grave ou abuso sexual, ser afastados da resid\u00eancia da crian\u00e7a ou adolescente. <\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 proteger o bem-estar da crian\u00e7a e garantir que o v\u00ednculo familiar n\u00e3o seja negligenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante diferenciar os conceitos: ato il\u00edcito civil contraria a lei civil, gerando indeniza\u00e7\u00e3o ou obriga\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o, enquanto crime viola a lei penal, podendo resultar em pris\u00e3o, multa ou outras san\u00e7\u00f5es penais. <\/p>\n\n\n\n<p>A lei 15.240 enquadra o abandono afetivo como ato civil, deixando claro que o dano emocional \u00e9 suficiente para justificar responsabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico e origem da lei<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto que deu origem \u00e0 lei (PLS 700\/2007) foi apresentado pelo ex-senador Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Passou por diversas comiss\u00f5es do Senado e recebeu parecer favor\u00e1vel do relator Paulo Paim (PT-RS). <\/p>\n\n\n\n<p>Aprovado pela Comiss\u00e3o de Direitos Humanos em setembro de 2015, o projeto seguiu para a C\u00e2mara e agora se tornou lei, entrando em vigor oficialmente. Essa legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada um avan\u00e7o hist\u00f3rico, pois reconhece formalmente que a presen\u00e7a e o afeto dos pais s\u00e3o direitos fundamentais das crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas acreditam que a nova lei incentivar\u00e1 pais e respons\u00e1veis a se envolverem mais na vida de seus filhos, refor\u00e7ando la\u00e7os afetivos essenciais para o desenvolvimento emocional saud\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, serve como mecanismo de preven\u00e7\u00e3o contra neglig\u00eancia, oferecendo prote\u00e7\u00e3o legal e repara\u00e7\u00e3o em caso de dano emocional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio jur\u00eddico brasileiro acaba de ganhar um marco importante na prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes. 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