{"id":38391,"date":"2025-12-16T14:45:00","date_gmt":"2025-12-16T17:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=38391"},"modified":"2025-12-15T19:50:00","modified_gmt":"2025-12-15T22:50:00","slug":"estudo-mostra-que-sindrome-grave-pode-estar-associada-ao-adocante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/estudo-mostra-que-sindrome-grave-pode-estar-associada-ao-adocante\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que s\u00edndrome grave pode estar associada ao ado\u00e7ante"},"content":{"rendered":"\n<p>Substituir o a\u00e7\u00facar pelo ado\u00e7ante \u00e9 uma pr\u00e1tica comum entre pessoas que buscam controlar o peso ou a glicemia, mas um novo estudo cient\u00edfico sugere que essa troca pode n\u00e3o ser t\u00e3o inofensiva quanto se imagina. <\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores identificaram uma poss\u00edvel associa\u00e7\u00e3o entre o consumo elevado de ado\u00e7antes artificiais e o desenvolvimento de uma s\u00edndrome grave ligada ao decl\u00ednio cognitivo, incluindo perda de mem\u00f3ria e redu\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es mentais essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam que o uso frequente e em altas doses de ado\u00e7antes pode acelerar em at\u00e9 62% a perda das capacidades cognitivas. <\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es foram observadas com maior intensidade em adultos entre 35 e 60 anos, fase da vida em que problemas neurodegenerativos costumam ser menos esperados, o que torna os achados ainda mais preocupantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco ampliado entre pessoas com diabetes<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os participantes analisados, indiv\u00edduos com diabetes apresentaram maior propens\u00e3o a sinais de neurodegenera\u00e7\u00e3o quando consumiam grandes quantidades de ado\u00e7antes. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse dado sugere que, justamente para quem mais recorre a esses produtos como alternativa ao a\u00e7\u00facar, os efeitos adversos podem ser mais intensos e exigir aten\u00e7\u00e3o redobrada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a pesquisa acrescenta ao conhecimento cient\u00edfico<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a professora Claudia Suemoto, da Universidade de S\u00e3o Paulo, j\u00e1 existiam evid\u00eancias relacionando ado\u00e7antes a problemas cardiovasculares, metab\u00f3licos e at\u00e9 ao c\u00e2ncer. <\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial do novo estudo est\u00e1 em mensurar de forma in\u00e9dita os poss\u00edveis impactos dessas subst\u00e2ncias sobre a sa\u00fade do c\u00e9rebro, ampliando a compreens\u00e3o sobre seus efeitos de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Base de dados ampla e acompanhamento prolongado<\/h2>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o utilizou informa\u00e7\u00f5es do ELSA-Brasil, um dos maiores estudos longitudinais de sa\u00fade do pa\u00eds, com dados de mais de 12 mil participantes coletados entre 2008 e 2010. <\/p>\n\n\n\n<p>Os volunt\u00e1rios detalharam suas dietas, o que permitiu avaliar tanto o consumo direto de ado\u00e7antes quanto a ingest\u00e3o indireta por meio de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo de estudo, os participantes passaram por testes padronizados que analisaram flu\u00eancia verbal, mem\u00f3ria e velocidade de racioc\u00ednio. As avalia\u00e7\u00f5es ocorreram em diferentes momentos, permitindo observar a evolu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es cognitivas. <\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises estat\u00edsticas consideraram fatores como idade, sexo, atividade f\u00edsica, \u00edndice de massa corporal e presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Limita\u00e7\u00f5es e necessidade de cautela<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos resultados consistentes, os pesquisadores ressaltam que o estudo possui limita\u00e7\u00f5es. A complexidade dos h\u00e1bitos alimentares e do estilo de vida dificulta o isolamento completo dos efeitos do ado\u00e7ante. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os achados ainda precisam ser replicados em outras popula\u00e7\u00f5es antes de embasar mudan\u00e7as em recomenda\u00e7\u00f5es oficiais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o dos ado\u00e7antes mais recentes<\/h2>\n\n\n\n<p>Como os dados analisados s\u00e3o de mais de uma d\u00e9cada atr\u00e1s, a pesquisa n\u00e3o incluiu a sucralose, hoje amplamente utilizada. Ainda assim, estudos posteriores sugerem que esse ado\u00e7ante n\u00e3o apresenta diferen\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o aos demais quando consumido em excesso, mantendo o alerta v\u00e1lido.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas anteriores j\u00e1 haviam mostrado que o consumo de bebidas ado\u00e7adas artificialmente est\u00e1 associado a maior risco de AVC, dem\u00eancia e doen\u00e7a de Alzheimer em idosos. Esses resultados fortalecem a hip\u00f3tese de que os ado\u00e7antes podem afetar negativamente a sa\u00fade cerebral ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas em geriatria destacam que at\u00e9 40% do risco de dem\u00eancia pode ser reduzido ao controlar fatores modific\u00e1veis, como a dieta. Priorizar alimentos in natura, reduzir ultraprocessados e limitar o uso de ado\u00e7antes artificiais s\u00e3o estrat\u00e9gias apontadas como fundamentais para preservar a sa\u00fade cognitiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Substituir o a\u00e7\u00facar pelo ado\u00e7ante \u00e9 uma pr\u00e1tica comum entre pessoas que buscam controlar o peso ou a glicemia, mas um novo estudo cient\u00edfico sugere que essa troca pode n\u00e3o ser t\u00e3o inofensiva quanto se imagina. 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