{"id":38261,"date":"2025-12-15T13:29:53","date_gmt":"2025-12-15T16:29:53","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=38261"},"modified":"2025-12-15T13:29:57","modified_gmt":"2025-12-15T16:29:57","slug":"havan-e-condenada-apos-funcionaria-ser-demitida-por-motivo-impressionante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/havan-e-condenada-apos-funcionaria-ser-demitida-por-motivo-impressionante\/","title":{"rendered":"Havan \u00e9 condenada ap\u00f3s funcion\u00e1ria ser demitida por motivo impressionante"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma disputa judicial envolvendo <strong>uma unidade da Havan em Praia Grande<\/strong>, no litoral paulista e uma ex-funcion\u00e1ria n\u00e3o apenas resultou na derrota da loja, mas tamb\u00e9m reacendeu debates sobre direitos trabalhistas e os limites do poder de demiss\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, conforme relatado pelo portal <em>O Povo<\/em>, a trabalhadora teria sido desligada cerca de <strong>20 dias ap\u00f3s ter sido testemunha em um processo trabalhista<\/strong> movido por outro colaborador da Havan. A empresa, por sua vez, alegou que a decis\u00e3o estava relacionada \u00e0 produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, apesar da afirma\u00e7\u00e3o de que a performance da funcion\u00e1ria n\u00e3o era satisfat\u00f3ria, a Havan <strong>n\u00e3o apresentou relat\u00f3rios, avalia\u00e7\u00f5es ou documentos<\/strong> que comprovassem a justificativa, o que acabou influenciando o entendimento de que o ato foi discriminat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o depoimento de um ex-superior hier\u00e1rquico da trabalhadora ainda revelou a exist\u00eancia de uma suposta pr\u00e1tica da Havan de <strong>aguardar um determinado per\u00edodo para demitir funcion\u00e1rios que testemunhavam contra a empresa<\/strong> em a\u00e7\u00f5es trabalhistas, o que contribuiu ainda mais para o resultado favor\u00e1vel \u00e0 ex-funcion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a ju\u00edza substituta da 1\u00aa Vara do Trabalho de Praia Grande, Bruna Gabriela Martins Fonseca, definiu que a empresa dever\u00e1 arcar com <strong>o pagamento de R$ 10 mil em indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/strong> \u00e0 trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Processo contra a Havan ainda tem desdobramentos<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da empresa ter tentado recorrer da decis\u00e3o, <strong>a senten\u00e7a foi mantida <\/strong>pela 13\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o, uma vez que o colegiado refor\u00e7ou haver ind\u00edcios suficientes para corroborar o parecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que o processo ainda aguarda o julgamento de<strong> embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 o recurso utilizado para esclarecer eventuais omiss\u00f5es, contradi\u00e7\u00f5es ou obscuridades na decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o tribunal manteve entendimento favor\u00e1vel \u00e0 ex-funcion\u00e1ria, o que, de acordo com seu advogado, representa uma vit\u00f3ria importante para os trabalhadores, por reafirmar a atua\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a na prote\u00e7\u00e3o de seus direitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma disputa judicial envolvendo uma unidade da Havan em Praia Grande, no litoral paulista e uma ex-funcion\u00e1ria n\u00e3o apenas resultou na derrota da loja, mas tamb\u00e9m reacendeu debates sobre direitos trabalhistas e os limites do poder de demiss\u00e3o das empresas. 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