{"id":3819,"date":"2025-02-04T15:45:00","date_gmt":"2025-02-04T18:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=3819"},"modified":"2025-02-04T10:09:37","modified_gmt":"2025-02-04T13:09:37","slug":"idosos-tem-declinio-cognitivo-devido-a-baixa-escolaridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/idosos-tem-declinio-cognitivo-devido-a-baixa-escolaridade\/","title":{"rendered":"Idosos tem decl\u00ednio cognitivo devido \u00e0 baixa escolaridade"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo um estudo divulgado na <em><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/langlo\/article\/PIIS2214-109X(24)00451-0\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Lancet Global Health<\/a><\/em>, no Brasil, o principal fator de risco para o decl\u00ednio cognitivo entre os idosos n\u00e3o est\u00e1 associado ao sexo ou a condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade pr\u00e9-existentes, mas sim ao n\u00edvel de escolaridade baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa ressalta que, para prevenir o decl\u00ednio cognitivo, \u00e9 essencial investir em educa\u00e7\u00e3o desde os primeiros anos de vida, conforme aponta Eduardo Zimmer, professor da UFRGS e respons\u00e1vel pela pesquisa. O estudo, com apoio do Instituto Serrapilheira, analisou dados de 41 mil pessoas da Am\u00e9rica Latina, incluindo 9.412 brasileiros do Estudo Longitudinal da Sa\u00fade dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Decl\u00ednio cognitivo nos idosos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O decl\u00ednio cognitivo, que inclui perda de mem\u00f3ria, habilidades lingu\u00edsticas e racioc\u00ednio, \u00e9 comum ap\u00f3s os 50 anos, mas pode ser intensificado por diversos fatores. Al\u00e9m da escolaridade, outros riscos para os brasileiros incluem problemas de sa\u00fade mental, falta de exerc\u00edcio, tabagismo e isolamento social.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando intelig\u00eancia artificial e machine learning, os pesquisadores cruzaram informa\u00e7\u00f5es sobre risco, status socioecon\u00f4mico e educa\u00e7\u00e3o para identificar as causas do decl\u00ednio cognitivo. A pesquisa revelou que, enquanto em pa\u00edses do Norte global fatores como idade, sexo e doen\u00e7as s\u00e3o predominantes, a realidade social e econ\u00f4mica da Am\u00e9rica Latina altera esses padr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o formal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o formal tem um papel crucial nesse cen\u00e1rio. Pesquisas anteriores, como a realizada pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) em 2022, indicaram que o tempo dedicado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal est\u00e1 diretamente relacionado ao risco de dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o formal contribui para a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;reserva cognitiva&#8221;, ou seja, gera conex\u00f5es neurais extras no c\u00e9rebro. Idosos com maior n\u00edvel educacional t\u00eam diversas vias para acessar informa\u00e7\u00f5es, o que ajuda a compensar os danos ocasionados por les\u00f5es degenerativas ao longo dos anos. Por outro lado, aqueles com menor escolaridade possuem uma \u00fanica via de comunica\u00e7\u00e3o entre os neur\u00f4nios, o que os torna mais suscet\u00edveis \u00e0 perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo aponta que a educa\u00e7\u00e3o formal n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica maneira de estimular o c\u00e9rebro. Atividades cognitivas alternativas, como ler, aprender novos idiomas ou realizar exerc\u00edcios mentais, tamb\u00e9m podem trazer benef\u00edcios. Contudo, esses efeitos ainda precisam ser mais investigados para uma melhor compreens\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo brasileiro demonstrou que o n\u00edvel de decl\u00ednio cognitivo em idosos no pa\u00eds est\u00e1 mais ligado ao n\u00edvel de escolaridade que outros fatores; entenda<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3820,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[],"class_list":["post-3819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3819"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3821,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3819\/revisions\/3821"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}