{"id":3576,"date":"2025-01-31T13:45:00","date_gmt":"2025-01-31T16:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=3576"},"modified":"2025-01-31T08:18:38","modified_gmt":"2025-01-31T11:18:38","slug":"alimento-muito-consumido-ha-500-milhoes-de-anos-mata-mais-de-200-pessoas-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/alimento-muito-consumido-ha-500-milhoes-de-anos-mata-mais-de-200-pessoas-por-ano\/","title":{"rendered":"Alimento muito consumido h\u00e1 500 milh\u00f5es de anos mata mais de 200 pessoas por ano"},"content":{"rendered":"\n<p>Embora existam v\u00e1rias subst\u00e2ncias que podem ser mortais se consumidas, elas geralmente n\u00e3o est\u00e3o presentes na alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. No entanto, um alimento fundamental para cerca de 500 milh\u00f5es de pessoas, incluindo muitos brasileiros, pode ser perigoso se n\u00e3o for preparado adequadamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A mandioca, uma planta t\u00edpica de climas tropicais e nativa da Am\u00e9rica do Sul, \u00e9 atualmente mais produzida na Nig\u00e9ria. Anualmente, s\u00e3o cultivadas centenas de milh\u00f5es de toneladas desse tub\u00e9rculo para consumo. No entanto, partes da mandioca brava, como as ra\u00edzes, casca e folhas, s\u00e3o naturalmente venenosas quando consumidas cruas, pois cont\u00eam cianeto de hidrog\u00eanio, uma subst\u00e2ncia extremamente t\u00f3xica para os seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perigos do alimento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A mandioca apresenta v\u00e1rias variedades, que se diferenciam quanto ao teor de amido, cor, textura e concentra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia t\u00f3xica. A mandioca-de-mesa, de sabor mais doce, pode ter at\u00e9 20 mg de cianeto por quilograma, enquanto a mandioca-brava, mais amarga, pode conter at\u00e9 1.000 mg por quilograma, tornando-se extremamente perigosa para o consumo humano.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com estimativas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), cerca de 200 pessoas morrem por ano devido \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o pela mandioca. Apesar de ser classificado como um dos alimentos &#8220;mais mortais do mundo&#8221;, milh\u00f5es de pessoas consomem a mandioca regularmente sem problemas, pois sua toxicidade pode ser neutralizada quando preparada corretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As variedades com baixo teor de cianeto podem ser consumidas ap\u00f3s um cozimento simples, enquanto as mais t\u00f3xicas exigem tratamentos industriais espec\u00edficos para garantir sua seguran\u00e7a. O consumo do alimento cru ou mal preparado pode ser fatal e est\u00e1 associado ao aparecimento de <a href=\"https:\/\/www.rededorsaoluiz.com.br\/doencas\/ataxia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ataxia<\/a>, um dist\u00farbio neurol\u00f3gico que afeta a coordena\u00e7\u00e3o motora e o equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Praga na planta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos perigos relacionados ao consumo inadequado, a mandioca enfrenta um desafio fitossanit\u00e1rio. O Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa) declarou estado de emerg\u00eancia nos estados do Amap\u00e1 e Par\u00e1 devido \u00e0 infesta\u00e7\u00e3o da praga Rhizoctonia theobromae, que amea\u00e7a as planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a, detectada pela Embrapa em Oiapoque, provoca deforma\u00e7\u00f5es nos ramos, enfraquece e mata as plantas, sendo propagada por mudas, ferramentas, solo e \u00e1gua. Para impedir sua propaga\u00e7\u00e3o, o governo acionou equipes para monitoramento e controle. O ministro Carlos F\u00e1varo ressaltou que a medida facilita uma resposta \u00e1gil, ajudando a evitar danos maiores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um tub\u00e9rculo bem popular no Brasil pode ser extremamente t\u00f3xico caso seu preparo n\u00e3o seja correto; entenda os detalhes do alimento e seus perigo<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3577,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[],"class_list":["post-3576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3576"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3578,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3576\/revisions\/3578"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}