{"id":3440,"date":"2025-01-30T13:45:00","date_gmt":"2025-01-30T16:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=3440"},"modified":"2025-01-30T09:19:53","modified_gmt":"2025-01-30T12:19:53","slug":"por-que-brasil-investiu-mais-de-r-6-bilhoes-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/por-que-brasil-investiu-mais-de-r-6-bilhoes-na-venezuela\/","title":{"rendered":"Por que Brasil investiu mais de R$ 6 bilh\u00f5es na Venezuela?"},"content":{"rendered":"\n<p>De 2007 a 2015, o <a href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/wps\/portal\/site\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BNDES<\/a> investiu mais de R$ 6 bilh\u00f5es em projetos na Venezuela, incluindo a expans\u00e3o do Metr\u00f4 de Caracas e a constru\u00e7\u00e3o da Usina Sider\u00fargica Nacional. Contudo, desde 2018, o pa\u00eds n\u00e3o tem honrado seus compromissos financeiros, gerando uma s\u00e9rie de calotes bilion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses investimentos tiveram in\u00edcio durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, na d\u00e9cada de 1990, quando foram alocados R$ 2,2 bilh\u00f5es para que empresas brasileiras, como a Odebrecht, ficassem respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o de projetos de infraestrutura na Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Investimento do Brasil na Venezuela<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Metr\u00f4 de Caracas e o de Los Teques, ambos financiados pelo BNDES, visavam aprimorar o transporte p\u00fablico e atender milh\u00f5es de passageiros. Em funcionamento desde 1983, o Metr\u00f4 de Caracas atualmente possui 48 esta\u00e7\u00f5es e uma extens\u00e3o superior a 70 quil\u00f4metros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro projeto significativo foi a Usina Sider\u00fargica Nacional, financiada por um empr\u00e9stimo de US$ 865 milh\u00f5es. No entanto, com o in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, o repasse foi interrompido. Desde 2018, tanto a Venezuela quanto Cuba deixaram de honrar suas d\u00edvidas com o Brasil, o que gerou diversas cr\u00edticas \u00e0 pol\u00edtica externa e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crises e inadimpl\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A crise econ\u00f4mica na Venezuela, juntamente com os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o envolvendo empresas brasileiras como a Odebrecht, prejudicou a continuidade desses projetos e intensificou as cr\u00edticas aos empr\u00e9stimos do BNDES. A inadimpl\u00eancia do pa\u00eds levantou d\u00favidas sobre a decis\u00e3o de investir em grandes projetos internacionais, em vez de priorizar as necessidades internas do Brasil, como a expans\u00e3o da infraestrutura de transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma d\u00edvida superior a 6 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, a Venezuela n\u00e3o consegue cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es financeiras. Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta um grande d\u00e9ficit em transporte p\u00fablico, necessitando de mais de 850 quil\u00f4metros de metr\u00f4s e trens. Esse contexto levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre os riscos de conceder grandes empr\u00e9stimos a outros pa\u00edses sem garantias de retorno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos o brasil investiu grandes montantes na Venezuela como uma forma de coopera\u00e7\u00e3o; entenda por que e as consequ\u00eancias <\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3441,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[],"class_list":["post-3440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3442,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3440\/revisions\/3442"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}