{"id":33454,"date":"2025-10-29T10:45:00","date_gmt":"2025-10-29T13:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=33454"},"modified":"2025-10-28T15:07:42","modified_gmt":"2025-10-28T18:07:42","slug":"cerveja-esta-sumindo-das-prateleiras-enquanto-cafe-e-azeite-estao-de-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/cerveja-esta-sumindo-das-prateleiras-enquanto-cafe-e-azeite-estao-de-volta\/","title":{"rendered":"Cerveja est\u00e1 sumindo das prateleiras enquanto caf\u00e9 e azeite est\u00e3o de volta"},"content":{"rendered":"\n<p>Depois de meses de prateleiras vazias e incertezas na cadeia de suprimentos, os supermercados brasileiros come\u00e7aram a respirar em setembro. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00cdndice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas g\u00f4ndolas, o percentual de itens indispon\u00edveis caiu de 13,1% em agosto para 11,9%. Essa redu\u00e7\u00e3o de 1,2 ponto percentual representa uma melhora significativa na recomposi\u00e7\u00e3o dos estoques e no fluxo log\u00edstico de alimentos b\u00e1sicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O al\u00edvio veio especialmente em categorias essenciais como arroz, feij\u00e3o, ovos, caf\u00e9 e azeite, que voltaram a aparecer com mais frequ\u00eancia nas prateleiras. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa recomposi\u00e7\u00e3o indica que a ind\u00fastria e o varejo conseguiram, ao menos temporariamente, estabilizar a distribui\u00e7\u00e3o de produtos que comp\u00f5em o cora\u00e7\u00e3o da cesta do consumidor brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A exce\u00e7\u00e3o que preocupa<\/h2>\n\n\n\n<p>Se por um lado os alimentos b\u00e1sicos voltaram, por outro, um item querido pelo brasileiro come\u00e7ou a desaparecer. A cerveja foi o \u00fanico produto que registrou aumento na falta de estoque, passando de 12,1% para 12,8% de indisponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse aumento, embora pare\u00e7a pequeno, sinaliza uma press\u00e3o estrutural no setor de bebidas, agravada por tr\u00eas fatores principais: queda na produ\u00e7\u00e3o, aumento de custos e mudan\u00e7a no comportamento do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do IBGE, a produ\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas caiu cerca de 11% em agosto, o que afetou diretamente o fornecimento \u00e0s redes varejistas. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a crise do metanol, subst\u00e2ncia t\u00f3xica encontrada em bebidas destiladas ilegais, provocou uma migra\u00e7\u00e3o de consumidores para a cerveja, elevando a demanda de forma repentina e desordenada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pre\u00e7os em alta e margens comprimidas<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo com a melhora na disponibilidade de produtos, o bolso do consumidor segue pressionado. A infla\u00e7\u00e3o e os custos de transporte e produ\u00e7\u00e3o continuam impactando os pre\u00e7os, e o estudo mostra que, em quase todas as categorias, houve aumentos consider\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da cerveja, o pre\u00e7o m\u00e9dio subiu em todos os tipos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Cerveja artesanal:<\/strong> De R$ 19,93 para R$ 21,63<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cerveja escura:<\/strong> De R$ 14,78 para R$ 15,84<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cerveja clara:<\/strong> De R$ 13,56 para R$ 14,68<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cerveja sem \u00e1lcool:<\/strong> De R$ 15,51 para R$ 16,29<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que as cervejarias ainda enfrentem dificuldades at\u00e9 o final do ano, com estoques limitados e custos elevados de insumos, como cevada e alum\u00ednio, que encarecem a produ\u00e7\u00e3o das latas e garrafas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A volta dos produtos b\u00e1sicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto a cerveja some, os alimentos essenciais voltam a ocupar espa\u00e7o nas g\u00f4ndolas. O movimento indica que as cadeias agr\u00edcolas e industriais desses itens est\u00e3o conseguindo lidar melhor com os gargalos log\u00edsticos e com as varia\u00e7\u00f5es de demanda. Os destaques do m\u00eas foram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Ovos:<\/strong> De 23,0% para 20,4% de ruptura (queda de 2,6 p.p.)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Feij\u00e3o:<\/strong> De 8,4% para 6,4% (\u22122,0 p.p.)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Arroz:<\/strong> De 8,9% para 7,1% (\u22121,8 p.p.)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caf\u00e9:<\/strong> De 9,6% para 7,9% (\u22121,7 p.p.)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Azeite:<\/strong> De 9,7% para 8,7% (\u22121,0 p.p.)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Esses n\u00fameros mostram uma melhora consistente, embora os pre\u00e7os ainda estejam em trajet\u00f3ria ascendente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caf\u00e9 e azeite<\/h2>\n\n\n\n<p>O caf\u00e9, um dos produtos mais simb\u00f3licos da mesa brasileira, apresentou queda na falta de estoque, mas continua sofrendo com a alta dos custos agr\u00edcolas e clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Caf\u00e9 em p\u00f3:<\/strong> De R$ 80,52 para R$ 85,92<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caf\u00e9 em gr\u00e3os:<\/strong> De R$ 135,92 para R$ 140,37<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Analistas preveem que o caf\u00e9 ainda deve ter reajustes entre 10% e 15%, impulsionados pela valoriza\u00e7\u00e3o internacional do gr\u00e3o na Bolsa de Nova York e pela alta das tarifas impostas pelos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O azeite, por sua vez, voltou a aparecer nas prateleiras ap\u00f3s meses de escassez causada pela quebra de safra de azeitonas na Europa, mas com pre\u00e7os que seguem em escalada:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Extravirgem:<\/strong> De R$ 90,60 para R$ 96,65<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Virgem:<\/strong> De R$ 75,79 para R$ 78,11<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Mesmo com a recomposi\u00e7\u00e3o do estoque, o azeite continua sendo um produto de luxo em muitas mesas brasileiras, refletindo a crise global de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arroz, feij\u00e3o e ovos<\/h2>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas pilares da alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica apresentaram melhor disponibilidade e aumento moderado nos pre\u00e7os, o que indica um equil\u00edbrio entre oferta e demanda.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Arroz branco:<\/strong> De R$ 5,37 para R$ 5,63<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Arroz parboilizado:<\/strong> De R$ 4,92 para R$ 5,19<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Feij\u00e3o carioca:<\/strong> De R$ 6,71 para R$ 6,92<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caixa com 12 ovos:<\/strong> De R$ 12,12 para R$ 12,22<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Embora os valores sigam subindo, a estabilidade no abastecimento ajuda a evitar picos inflacion\u00e1rios nos alimentos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a tend\u00eancia de estabiliza\u00e7\u00e3o se mantiver, o final do ano pode trazer prateleiras mais cheias, especialmente para alimentos b\u00e1sicos. Por\u00e9m, o setor de bebidas, especialmente a cerveja, deve continuar enfrentando turbul\u00eancias at\u00e9 o in\u00edcio de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de meses de prateleiras vazias e incertezas na cadeia de suprimentos, os supermercados brasileiros come\u00e7aram a respirar em setembro. Segundo o \u00cdndice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas g\u00f4ndolas, o percentual de itens indispon\u00edveis caiu de 13,1% em agosto para 11,9%. Essa redu\u00e7\u00e3o de 1,2 ponto percentual representa uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":19223,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-33454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33454"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33456,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33454\/revisions\/33456"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}