{"id":32127,"date":"2025-10-15T13:45:00","date_gmt":"2025-10-15T16:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=32127"},"modified":"2025-10-14T18:19:24","modified_gmt":"2025-10-14T21:19:24","slug":"ibge-revelou-qual-cidade-leva-mais-tempo-para-brasileiros-chegarem-ao-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/ibge-revelou-qual-cidade-leva-mais-tempo-para-brasileiros-chegarem-ao-trabalho\/","title":{"rendered":"IBGE revelou qual cidade leva mais tempo para brasileiros chegarem ao trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>O Censo Demogr\u00e1fico 2022, divulgado pelo IBGE, trouxe dados surpreendentes sobre o tempo que os brasileiros passam no deslocamento di\u00e1rio at\u00e9 o trabalho, mostrando que a mobilidade urbana ainda \u00e9 um dos maiores desafios do pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento, 1,3 milh\u00e3o de pessoas gastam mais de duas horas para chegar ao emprego, um n\u00famero que evidencia tanto a extens\u00e3o das cidades quanto a falta de infraestrutura adequada de transporte. <\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m revelou que trajetos longos n\u00e3o afetam igualmente todos os brasileiros, h\u00e1 diferen\u00e7as entre regi\u00f5es, cidades, renda, escolaridade e at\u00e9 mesmo ra\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p>Nas grandes metr\u00f3poles, o impacto \u00e9 mais sentido, com congestionamentos e transporte p\u00fablico sobrecarregado, enquanto em munic\u00edpios menores, o percurso tende a ser mais curto, embora ainda haja desafios. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa realidade coloca em evid\u00eancia desigualdades hist\u00f3ricas no acesso ao transporte e \u00e0 qualidade de vida, tornando urgente a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes que reduzam o tempo de deslocamento, aumentem a seguran\u00e7a e promovam alternativas mais sustent\u00e1veis para os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rio de Janeiro<\/h2>\n\n\n\n<p>O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional. Entre munic\u00edpios com mais de 100 mil habitantes, 11 das 20 cidades com os maiores tempos de deslocamento est\u00e3o no estado fluminense. <\/p>\n\n\n\n<p>Em Queimados, na Baixada Fluminense, 12,5% dos trabalhadores levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Na capital, o \u00edndice \u00e9 de 5,6%, ainda acima da m\u00e9dia nacional de 1,8%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e3o Paulo<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores com trajetos longos seja menor que no Rio, S\u00e3o Paulo registra n\u00fameros maiores: 151.690 pessoas gastam mais de duas horas no deslocamento. <\/p>\n\n\n\n<p>Na capital paulista, 3,4% dos trabalhadores enfrentam trajetos superiores a duas horas, e 27,9% levam mais de uma hora, contra 29,8% no Rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9dia nacional<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos casos extremos, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o gasta pouco tempo no percurso. No pa\u00eds, 57% das pessoas levam entre seis minutos e meia hora. No Sudeste, a propor\u00e7\u00e3o cai para 53%, e nas grandes capitais, apenas 36% t\u00eam trajetos curtos. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso evidencia que cidades maiores concentram deslocamentos mais longos, refletindo problemas como tr\u00e2nsito e transporte p\u00fablico insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade e transporte<\/h2>\n\n\n\n<p>O tempo de deslocamento varia conforme renda, ra\u00e7a e escolaridade. Trabalhadores com menor renda passam mais tempo no transporte. Entre pessoas negras, 16,4% levam pelo menos uma hora, enquanto entre ind\u00edgenas o \u00edndice \u00e9 de 12,2% e entre brancos, 10,4%. <\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem ensino superior completo usa carro em 57,8% dos casos, enquanto quem tem apenas ensino m\u00e9dio cai para 28,6%. J\u00e1 os com ensino fundamental ou sem instru\u00e7\u00e3o usam mais a p\u00e9, com 25,6%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Meios de transporte<\/h2>\n\n\n\n<p>O carro \u00e9 o principal meio de transporte no pa\u00eds, usado por 32% da popula\u00e7\u00e3o (22,6 milh\u00f5es). Entre pessoas brancas, 42,9% usam carro; entre pretas, a propor\u00e7\u00e3o cai para metade, enquanto o \u00f4nibus se torna o principal meio para 29% da popula\u00e7\u00e3o negra. <\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao tempo de deslocamento, 70% dos usu\u00e1rios de \u00f4nibus gastam pelo menos meia hora, e mais da metade dos usu\u00e1rios de metr\u00f4 ou trem (52,2%) leva mais de uma hora para chegar ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do IBGE mostra que trajetos longos n\u00e3o dependem apenas da dist\u00e2ncia, mas de infraestrutura urbana, segrega\u00e7\u00e3o social e desigualdade econ\u00f4mica. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, trajetos longos impactam diretamente tempo livre, sa\u00fade e qualidade de vida, refor\u00e7ando a urg\u00eancia de pol\u00edticas de mobilidade mais justas e eficientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Censo Demogr\u00e1fico 2022, divulgado pelo IBGE, trouxe dados surpreendentes sobre o tempo que os brasileiros passam no deslocamento di\u00e1rio at\u00e9 o trabalho, mostrando que a mobilidade urbana ainda \u00e9 um dos maiores desafios do pa\u00eds. Segundo o levantamento, 1,3 milh\u00e3o de pessoas gastam mais de duas horas para chegar ao emprego, um n\u00famero que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":32128,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-32127","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32127","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32127"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32132,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32127\/revisions\/32132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}