{"id":31350,"date":"2025-10-11T09:45:00","date_gmt":"2025-10-11T12:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=31350"},"modified":"2025-10-07T15:09:49","modified_gmt":"2025-10-07T18:09:49","slug":"bairros-de-baixa-renda-sao-os-que-mais-sofrem-com-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/bairros-de-baixa-renda-sao-os-que-mais-sofrem-com-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"Bairros de baixa renda s\u00e3o os que mais sofrem com mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) revelou uma realidade preocupante: moradores de bairros de baixa renda s\u00e3o os mais impactados pelas consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Estado. <\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra que a exposi\u00e7\u00e3o a calor extremo \u00e9 mais intensa entre fam\u00edlias que vivem em regi\u00f5es com pouca infraestrutura urbana, moradias inadequadas e escasso acesso a climatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bairros de baixa renda s\u00e3o os que mais sofrem com mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa faz parte do projeto \u201cRisco e vulnerabilidade socioambiental a eventos extremos de calor em cidades do Mato Grosso do Sul\u201d, coordenado pela professora Gislene Figueiredo Ortiz Porangaba, doutora em Geografia pela UFMS. <\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento sobre as consequ\u00eancias da <a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/mudanca-climatica-pode-agravar-com-plantio-de-arvores\/\"><strong>mudan\u00e7a clim\u00e1tica <\/strong><\/a>sobre a vulnerabilidade socioambiental analisou dados entre 2001 e 2022 em quatro cidades sul-mato-grossenses: Campo Grande, Dourados, Corumb\u00e1 e Tr\u00eas Lagoas. <\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados referentes a Tr\u00eas Lagoas, j\u00e1 publicados na edi\u00e7\u00e3o de setembro da <em><a href=\"https:\/\/ojs.ufgd.edu.br\/rbclima\/article\/view\/18319\/10374\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Revista Brasileira de Climatologia<\/strong><\/a><\/em>, revelam um aumento expressivo na frequ\u00eancia e na intensidade de ondas de calor nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados levantados, a cidade de Tr\u00eas Lagoas registrou um salto de apenas quatro eventos extremos de calor entre 2001 e 2006 para dezesseis ocorr\u00eancias entre 2017 e 2022. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, foram identificadas mais de 280 horas de calor intenso, com picos de temperatura que ultrapassaram os 40\u202f\u00b0C. Imagens de sat\u00e9lite revelaram ainda temperaturas de superf\u00edcie que chegaram a 55\u202f\u00b0C em \u00e1reas mais densas da cidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Calor provocado por mudan\u00e7a clim\u00e1tica afeta as fam\u00edlias de modo diferente<\/h3>\n\n\n\n<p>O estudo evidencia que essa eleva\u00e7\u00e3o nas temperaturas n\u00e3o afeta a popula\u00e7\u00e3o de maneira uniforme. <\/p>\n\n\n\n<p>Bairros com maior renda, infraestrutura adequada e presen\u00e7a de \u00e1reas verdes conseguem mitigar os efeitos do calor com recursos como ar-condicionado e constru\u00e7\u00f5es com materiais t\u00e9rmicos. <\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, regi\u00f5es como Vila Haro e Vila Zuque, onde predomina a baixa renda, concentram as maiores vulnerabilidades: casas com pouca ventila\u00e7\u00e3o, ruas sem arboriza\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de climatiza\u00e7\u00e3o artificial tornam a vida nessas \u00e1reas muito mais dif\u00edcil durante per\u00edodos de calor extremo.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora destaca que, embora o uso de climatizadores seja uma solu\u00e7\u00e3o emergencial, o enfrentamento do problema exige a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas duradouras. <\/p>\n\n\n\n<p>Medidas como o aumento da cobertura vegetal, incentivo \u00e0 pintura de casas com cores claras e o planejamento urbano voltado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das ilhas de calor s\u00e3o estrat\u00e9gias fundamentais para combater a desigualdade t\u00e9rmica nas cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) revelou uma realidade preocupante: moradores de bairros de baixa renda s\u00e3o os mais impactados pelas consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no Estado. 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