{"id":31115,"date":"2025-10-03T10:45:00","date_gmt":"2025-10-03T13:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=31115"},"modified":"2025-10-02T17:34:05","modified_gmt":"2025-10-02T20:34:05","slug":"38-milhoes-de-pessoas-vao-morrer-ate-2050-por-superbacteria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/38-milhoes-de-pessoas-vao-morrer-ate-2050-por-superbacteria\/","title":{"rendered":"38 milh\u00f5es de pessoas v\u00e3o morrer at\u00e9 2050 por superbact\u00e9ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Superbact\u00e9rias s\u00e3o microrganismos que desenvolveram resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos, tornando-se praticamente imunes a medicamentos que antes eram eficazes. Esse fen\u00f4meno \u00e9 resultado do uso incorreto, excessivo ou indiscriminado desses rem\u00e9dios, tanto em hospitais quanto no agroneg\u00f3cio. <\/p>\n\n\n\n<p>O infectologista David Uip alerta que estamos diante de uma amea\u00e7a que cresce de forma silenciosa e que pode superar, em pouco tempo, o impacto de doen\u00e7as hoje vistas como as mais letais, como o c\u00e2ncer e as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Uip, a resist\u00eancia bacteriana ainda n\u00e3o ganhou a dimens\u00e3o p\u00fablica necess\u00e1ria, mas os n\u00fameros s\u00e3o alarmantes: se nada mudar, at\u00e9 2050 estima-se que 38 milh\u00f5es de pessoas morrer\u00e3o por infec\u00e7\u00f5es resistentes a antibi\u00f3ticos. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse n\u00famero pode ultrapassar a soma de mortes por c\u00e2ncer e doen\u00e7as card\u00edacas, configurando uma das maiores crises de sa\u00fade global do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O papel dos hospitais<\/h2>\n\n\n\n<p>O problema n\u00e3o est\u00e1 apenas fora das institui\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Pesquisas indicam que at\u00e9 50% dos antibi\u00f3ticos prescritos em hospitais s\u00e3o utilizados de forma inadequada, seja por erro de dose, pela indica\u00e7\u00e3o incorreta ou pela dura\u00e7\u00e3o equivocada do tratamento. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica contribui diretamente para fortalecer a resist\u00eancia bacteriana, colocando pacientes em risco e ampliando o alcance do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator decisivo \u00e9 o uso de antibi\u00f3ticos em grande escala no agroneg\u00f3cio, especialmente em aves e outros animais criados para consumo humano. Embora essa pr\u00e1tica seja comum para acelerar o crescimento e prevenir doen\u00e7as, a falta de controle e de metodologia adequada acelera o processo de resist\u00eancia bacteriana. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito chega ao consumidor final e, consequentemente, \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O perigo da automedica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos grandes vil\u00f5es apontados por Uip \u00e9 a automedica\u00e7\u00e3o. O h\u00e1bito de tomar antibi\u00f3ticos sem prescri\u00e7\u00e3o ou interromper o tratamento antes do tempo adequado facilita a adapta\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias, tornando-as cada vez mais resistentes. <\/p>\n\n\n\n<p>O infectologista refor\u00e7a que a decis\u00e3o de usar esses medicamentos deve sempre passar por um profissional capacitado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para conter a amea\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>A conten\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o das superbact\u00e9rias exige um esfor\u00e7o conjunto que vai desde pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade at\u00e9 a responsabilidade individual. Entre os pontos destacados por Uip est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Capacita\u00e7\u00e3o adequada de m\u00e9dicos para prescrever antimicrobianos.<\/li>\n\n\n\n<li>Maior rigor na limpeza hospitalar e controle de infec\u00e7\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li>Redu\u00e7\u00e3o do uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos no agroneg\u00f3cio.<\/li>\n\n\n\n<li>Conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para evitar a automedica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Incentivo \u00e0 pesquisa e ao desenvolvimento de novos medicamentos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Covid-19 ainda preocupa<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do alerta sobre as superbact\u00e9rias, Uip tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a volta do aumento de casos graves de Covid-19 no Brasil. At\u00e9 22 de setembro de 2025, foram notificados 307.928 casos e mais de 2 mil mortes no pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de menos letal entre vacinados, a doen\u00e7a segue sendo especialmente perigosa para idosos e pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intelig\u00eancia artificial na medicina<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro ponto abordado pelo infectologista foi o papel da intelig\u00eancia artificial na \u00e1rea da sa\u00fade. Para ele, a IA j\u00e1 \u00e9 uma ferramenta essencial para pesquisa e atualiza\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, mas jamais substituir\u00e1 o contato humano. <\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e paciente, marcada por empatia e confian\u00e7a, continua sendo insubstitu\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Superbact\u00e9rias s\u00e3o microrganismos que desenvolveram resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos, tornando-se praticamente imunes a medicamentos que antes eram eficazes. Esse fen\u00f4meno \u00e9 resultado do uso incorreto, excessivo ou indiscriminado desses rem\u00e9dios, tanto em hospitais quanto no agroneg\u00f3cio. 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