{"id":30858,"date":"2025-09-30T18:24:38","date_gmt":"2025-09-30T21:24:38","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=30858"},"modified":"2025-09-30T18:24:43","modified_gmt":"2025-09-30T21:24:43","slug":"conheca-o-nome-que-foi-proibido-pelo-cartorio-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/conheca-o-nome-que-foi-proibido-pelo-cartorio-brasileiro\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o nome que foi \u201cproibido\u201d pelo cart\u00f3rio brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Em Belo Horizonte, um nome virou motivo de disputa. A beb\u00ea, nascida em 22 de setembro, deveria se chamar Tumi Mboup, mas dois cart\u00f3rios recusaram o registro. A justificativa? O sobrenome Mboup seria senegal\u00eas e, portanto, n\u00e3o poderia integrar o prenome.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem certid\u00e3o, a rotina da fam\u00edlia se transformou em um desafio. O teste do pezinho, exame essencial para a sa\u00fade do rec\u00e9m-nascido, s\u00f3 foi feito no s\u00e9timo dia de vida, ap\u00f3s a crian\u00e7a ser cadastrada temporariamente como \u201crec\u00e9m-nascida de Kelly\u201d, em refer\u00eancia \u00e0 m\u00e3e. <\/p>\n\n\n\n<p>Para Kelly Cristina da Silva, m\u00e3e da beb\u00ea, a situa\u00e7\u00e3o provocou sentimentos contradit\u00f3rios:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cFoi um al\u00edvio conseguir o atendimento, mas tamb\u00e9m uma frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se ela ainda n\u00e3o existisse oficialmente.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nome com hist\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p>Tumi n\u00e3o \u00e9 apenas um nome; \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o cultural. Em l\u00ednguas africanas, significa \u201clealdade\u201d, e Mboup homenageia o pensador senegal\u00eas Cheikh Anta Diop, autor de importantes obras sobre a cultura africana. Para o pai, F\u00e1bio Rodrigo Vicente Tavares, a escolha \u00e9 tamb\u00e9m simb\u00f3lica:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 um ato de resist\u00eancia e reafricaniza\u00e7\u00e3o. Queremos que nossa filha tenha sua identidade cultural reconhecida.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No Brasil, a lei exige que sobrenomes registrados estejam ligados \u00e0 ancestralidade comprovada. Os cart\u00f3rios de Belo Horizonte interpretaram que Mboup se encaixa como sobrenome estrangeiro, n\u00e3o podendo ser usado como prenome, criando um impasse que s\u00f3 pode ser resolvido na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Espera judicial<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pais j\u00e1 recorreram judicialmente e aguardam resposta at\u00e9 2 de outubro. Se o pedido for negado, eles planejam levar o caso adiante. O Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais confirmou que o processo est\u00e1 sob an\u00e1lise da Corregedoria-Geral de Justi\u00e7a, respons\u00e1vel por verificar os fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o caso se desenrola, a pequena Tumi vive em um limbo burocr\u00e1tico. Sem registro oficial, direitos b\u00e1sicos como acesso a benef\u00edcios, cuidados m\u00e9dicos e at\u00e9 registro de sa\u00fade est\u00e3o comprometidos. <\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia luta para que o nome escolhido, que carrega hist\u00f3ria e resist\u00eancia, seja finalmente reconhecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Belo Horizonte, um nome virou motivo de disputa. A beb\u00ea, nascida em 22 de setembro, deveria se chamar Tumi Mboup, mas dois cart\u00f3rios recusaram o registro. A justificativa? O sobrenome Mboup seria senegal\u00eas e, portanto, n\u00e3o poderia integrar o prenome. Sem certid\u00e3o, a rotina da fam\u00edlia se transformou em um desafio. 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