{"id":30042,"date":"2025-09-21T19:00:00","date_gmt":"2025-09-21T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=30042"},"modified":"2025-09-18T21:54:23","modified_gmt":"2025-09-19T00:54:23","slug":"funcionarios-demitidos-do-itau-eram-obrigados-a-participar-de-um-ritual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/funcionarios-demitidos-do-itau-eram-obrigados-a-participar-de-um-ritual\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rios demitidos do Ita\u00fa eram obrigados a participar de um ritual?"},"content":{"rendered":"\n<p>O caso envolvendo o Ita\u00fa levantou debates importantes sobre os limites entre gest\u00e3o empresarial e respeito \u00e0 liberdade individual dos trabalhadores. <\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o recente, com indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 15 mil a uma funcion\u00e1ria, revelou situa\u00e7\u00f5es em que a imposi\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas religiosas no ambiente corporativo extrapolou a fronteira da conviv\u00eancia saud\u00e1vel, sendo classificada como ass\u00e9dio moral pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que aconteceu no banco<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, os funcion\u00e1rios eram pressionados pela gerente da ag\u00eancia a participar de ora\u00e7\u00f5es coletivas, jejuns e at\u00e9 mensagens religiosas em grupos de trabalho. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses rituais eram atrelados ao alcance de metas e \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o da equipe, mas acabaram configurando uma viola\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade e \u00e0 intimidade dos colaboradores.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Eneida Martins Pereira de Souza destacou que tais pr\u00e1ticas iam contra o artigo 5\u00ba, VI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que garante a liberdade de cren\u00e7a e de culto. Isso significa que, mesmo em um ambiente de trabalho, ningu\u00e9m pode ser coagido a aderir a convic\u00e7\u00f5es religiosas que n\u00e3o compartilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Depoimentos foram fundamentais para a condena\u00e7\u00e3o: colegas confirmaram que havia cobran\u00e7a velada e expl\u00edcita para participar das atividades. Quem n\u00e3o acompanhava as pr\u00e1ticas era visto como \u201cmenos engajado\u201d ou \u201cdesalinhado com o esp\u00edrito da equipe\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O peso do ass\u00e9dio moral<\/h2>\n\n\n\n<p>O tribunal classificou a conduta como ass\u00e9dio moral religioso, um tipo de viol\u00eancia psicol\u00f3gica que ocorre quando h\u00e1 tentativas de impor cren\u00e7as ou pr\u00e1ticas, gerando um ambiente hostil. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ferir a liberdade individual, esse tipo de ass\u00e9dio pode trazer danos \u00e0 sa\u00fade mental e emocional, como ansiedade, estresse e sentimento de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a pr\u00e1tica tenha sido conduzida diretamente por uma gerente, a Justi\u00e7a entendeu que o banco tem responsabilidade objetiva sobre a conduta de seus gestores. <\/p>\n\n\n\n<p>Cabe \u00e0 institui\u00e7\u00e3o garantir que seus l\u00edderes respeitem os direitos fundamentais dos trabalhadores e mantenham um espa\u00e7o profissional livre de coer\u00e7\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso envolvendo o Ita\u00fa levantou debates importantes sobre os limites entre gest\u00e3o empresarial e respeito \u00e0 liberdade individual dos trabalhadores. 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