{"id":29897,"date":"2025-09-18T12:45:00","date_gmt":"2025-09-18T15:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=29897"},"modified":"2025-09-17T17:50:05","modified_gmt":"2025-09-17T20:50:05","slug":"imovel-de-luxo-por-r-10-mil-surpreende-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/imovel-de-luxo-por-r-10-mil-surpreende-brasileiros\/","title":{"rendered":"Im\u00f3vel de luxo por R$ 10 mil surpreende brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p>No litoral ga\u00facho, um im\u00f3vel de alto padr\u00e3o ganhou repercuss\u00e3o nacional ao ser colocado \u00e0 venda judicial para quitar uma d\u00edvida trabalhista surpreendentemente baixa. <\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Rozi Engelke, da 12\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre, determinou que a resid\u00eancia avaliada em R$ 1,2 milh\u00e3o fosse alienada para garantir o pagamento de apenas R$ 10,2 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Os s\u00f3cios da construtora devedora alegaram que a resid\u00eancia seria um bem de fam\u00edlia, protegido pela Lei n\u00ba 8.009\/90. No entanto, n\u00e3o conseguiram comprovar que se tratava da \u00fanica moradia do casal, apresentando declara\u00e7\u00f5es incompletas de imposto de renda. <\/p>\n\n\n\n<p>A falta de documenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e ind\u00edcios de fraudes, como a venda de outro im\u00f3vel durante o processo, levaram \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o do argumento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Justi\u00e7a <\/h2>\n\n\n\n<p>A magistrada enfatizou que n\u00e3o seria razo\u00e1vel permitir que os executados mantivessem uma resid\u00eancia luxuosa enquanto um trabalhador recebia apenas 0,85% do valor do bem como pagamento de sua d\u00edvida. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, tal situa\u00e7\u00e3o afronta o princ\u00edpio da dignidade do trabalhador e os conceitos de proporcionalidade e justi\u00e7a na execu\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir o direito constitucional \u00e0 moradia, a ju\u00edza determinou que R$ 300 mil do valor da venda fossem reservados para que os devedores adquirissem outro im\u00f3vel compat\u00edvel com uma resid\u00eancia digna. Assim, a decis\u00e3o conciliou a prote\u00e7\u00e3o do trabalhador com a preserva\u00e7\u00e3o m\u00ednima da habita\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Confirma\u00e7\u00e3o em segundo grau<\/h2>\n\n\n\n<p>A Se\u00e7\u00e3o Especializada em Execu\u00e7\u00e3o (Seex) do TRT-RS manteve a senten\u00e7a, rejeitando os recursos apresentados pelos devedores. A decis\u00e3o refor\u00e7a o entendimento de que bens de luxo n\u00e3o podem servir de obst\u00e1culo \u00e0 efetividade da Justi\u00e7a do Trabalho, mesmo que alegadamente classificados como bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso gerou grande repercuss\u00e3o nas redes sociais e na imprensa, principalmente pela diferen\u00e7a entre o valor do im\u00f3vel e o valor da d\u00edvida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No litoral ga\u00facho, um im\u00f3vel de alto padr\u00e3o ganhou repercuss\u00e3o nacional ao ser colocado \u00e0 venda judicial para quitar uma d\u00edvida trabalhista surpreendentemente baixa. 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