{"id":27686,"date":"2025-08-21T11:45:00","date_gmt":"2025-08-21T14:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=27686"},"modified":"2025-08-20T18:02:29","modified_gmt":"2025-08-20T21:02:29","slug":"revelado-qual-estado-tem-mais-de-300-mil-beneficiarios-do-bolsa-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/revelado-qual-estado-tem-mais-de-300-mil-beneficiarios-do-bolsa-familia\/","title":{"rendered":"Revelado qual estado tem mais de 300 mil benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p>Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social, divulgados em julho de 2025, revelam um retrato preocupante sobre a rela\u00e7\u00e3o entre empregos formais e benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia no Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns estados, o n\u00famero de fam\u00edlias que dependem do programa social ultrapassa a quantidade de trabalhadores com carteira assinada, evidenciando a desigualdade regional e os desafios na gera\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>O Maranh\u00e3o \u00e9 o estado com maior desequil\u00edbrio entre empregos formais e fam\u00edlias atendidas pelo Bolsa Fam\u00edlia. S\u00e3o 1.197.658 benefici\u00e1rios contra 676.028 trabalhadores registrados, o que resulta em uma diferen\u00e7a de 521,6 mil pessoas a mais recebendo o benef\u00edcio. <\/p>\n\n\n\n<p>Na propor\u00e7\u00e3o, o estado apresenta 1,77 benefici\u00e1rio para cada trabalhador formal, n\u00famero que, embora ainda alto, mostra leve melhora em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando a taxa era de 1,87.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1 ultrapassa 300 mil benefici\u00e1rios a mais<\/h2>\n\n\n\n<p>O Par\u00e1 aparece na segunda posi\u00e7\u00e3o, com destaque por apresentar uma diferen\u00e7a que ultrapassa a marca dos 300 mil. <\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o estado tem 1.305.816 fam\u00edlias cadastradas no programa social, enquanto conta com 1.011.109 empregos formais, resultando em 294,7 mil pessoas a mais recebendo o benef\u00edcio do que trabalhando com carteira assinada. <\/p>\n\n\n\n<p>O dado revela a forte depend\u00eancia do programa social na regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nordeste concentra os maiores \u00edndices<\/h2>\n\n\n\n<p>Seis estados do Nordeste est\u00e3o entre os que possuem mais benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia do que trabalhadores formais. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do Maranh\u00e3o e da Bahia, que aparece com uma diferen\u00e7a de 185,3 mil pessoas, tamb\u00e9m figuram na lista o Piau\u00ed (193,5 mil), a Para\u00edba (119,7 mil), Alagoas (61,7 mil) e Sergipe (16,6 mil). <\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento refor\u00e7a a dificuldade de expans\u00e3o do mercado de trabalho formal em boa parte da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00e3o Norte tamb\u00e9m apresenta forte depend\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>A realidade n\u00e3o \u00e9 diferente em outros estados da Regi\u00e3o Norte. Al\u00e9m do Par\u00e1, aparecem na lista o Amazonas, com uma diferen\u00e7a de 61,5 mil, o Amap\u00e1, com 21,9 mil, e o Acre, com 15,4 mil. <\/p>\n\n\n\n<p>No total, quatro estados nortistas est\u00e3o entre os dez mais dependentes do programa, o que evidencia a fragilidade da gera\u00e7\u00e3o de empregos nessas localidades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sul e Sudeste mostram cen\u00e1rio oposto<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto Norte e Nordeste apresentam altos \u00edndices de depend\u00eancia, o Sul e o Sudeste seguem em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. O estado de S\u00e3o Paulo lidera o ranking positivo, com 12,3 milh\u00f5es de empregos formais a mais do que fam\u00edlias no Bolsa Fam\u00edlia. <\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida aparecem Minas Gerais, com saldo de 3,57 milh\u00f5es, e estados como Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na propor\u00e7\u00e3o, o destaque fica para Santa Catarina, que registra 12 empregos formais para cada benefici\u00e1rio do programa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Evolu\u00e7\u00e3o dos indicadores ao longo dos anos<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos n\u00fameros preocupantes, os dados mostram melhora gradual. Em janeiro de 2023, 13 estados tinham mais benefici\u00e1rios do que empregados formais. Em julho de 2024, o n\u00famero caiu para 12 e, em julho de 2025, s\u00e3o 10 unidades da Federa\u00e7\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais fatores apontados por especialistas \u00e9 a Regra de Prote\u00e7\u00e3o, criada em 2023, que permite que fam\u00edlias que aumentam a renda para at\u00e9 R$ 706 por pessoa continuem recebendo metade do benef\u00edcio por at\u00e9 um ano. <\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2025, 2,7 milh\u00f5es de fam\u00edlias estavam inclu\u00eddas nesse mecanismo de transi\u00e7\u00e3o, sinalizando avan\u00e7o na inser\u00e7\u00e3o produtiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social, divulgados em julho de 2025, revelam um retrato preocupante sobre a rela\u00e7\u00e3o entre empregos formais e benefici\u00e1rios do Bolsa Fam\u00edlia no Brasil. Em alguns estados, o n\u00famero de fam\u00edlias que dependem do programa social ultrapassa a quantidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2405,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-27686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27686"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27687,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27686\/revisions\/27687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}