{"id":27444,"date":"2025-08-17T22:45:00","date_gmt":"2025-08-18T01:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=27444"},"modified":"2025-08-15T22:43:18","modified_gmt":"2025-08-16T01:43:18","slug":"clinica-e-condenada-por-erro-em-diagnostico-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/clinica-e-condenada-por-erro-em-diagnostico-de-cancer\/","title":{"rendered":"Cl\u00ednica \u00e9 condenada por erro em diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"\n<p>Um caso recente no Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais trouxe \u00e0 tona a responsabilidade das cl\u00ednicas m\u00e9dicas diante de erros de diagn\u00f3stico que impactam diretamente a vida dos pacientes. <\/p>\n\n\n\n<p>A 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJ-MG manteve a condena\u00e7\u00e3o de uma cl\u00ednica conveniada do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) ap\u00f3s um exame laboratorial indicar erroneamente que uma paciente tinha c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O epis\u00f3dio que mudou a vida da paciente<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, a paciente procurou atendimento m\u00e9dico devido a fortes dores abdominais. O profissional respons\u00e1vel solicitou uma s\u00e9rie de exames, incluindo uma tomografia computadorizada do abdome total, realizada na cl\u00ednica conveniada. <\/p>\n\n\n\n<p>O laudo do exame indicou a presen\u00e7a de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, levando a paciente a ser encaminhada para outro m\u00e9dico, que recomendou cirurgia urgente devido \u00e0 gravidade do suposto diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da cirurgia, a paciente foi orientada a repetir os exames em outra cl\u00ednica, a fim de confirmar o diagn\u00f3stico. O novo laudo trouxe um al\u00edvio inesperado: n\u00e3o havia sinais de c\u00e2ncer no p\u00e2ncreas. Esse desencontro entre exames colocou em evid\u00eancia um erro grave na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da cl\u00ednica inicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consequ\u00eancias emocionais e psicol\u00f3gicas<\/h2>\n\n\n\n<p>O impacto do erro foi profundo. A paciente relatou ter deixado de se alimentar, perdido o \u00e2nimo para realizar tarefas cotidianas e precisado de suporte emocional de familiares e colegas de trabalho. <\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses preju\u00edzos, ela entrou com a\u00e7\u00e3o judicial pedindo indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, destacando o abalo psicol\u00f3gico causado pelo falso diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A decis\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, a a\u00e7\u00e3o foi julgada parcialmente procedente, condenando a cl\u00ednica a pagar R$ 20 mil em indeniza\u00e7\u00e3o. A cl\u00ednica recorreu, alegando que o laudo indicava apenas uma \u201chip\u00f3tese diagn\u00f3stica\u201d e que n\u00e3o havia prova t\u00e9cnica suficiente de falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o relator do caso, desembargador Habib Felippe Jabour, destacou que, como fornecedor de servi\u00e7os, a cl\u00ednica responde objetivamente por erros cometidos por profissionais vinculados. <\/p>\n\n\n\n<p>Ele enfatizou que a express\u00e3o \u201cpossibilidade de neoplasia, como principal hip\u00f3tese diagn\u00f3stica\u201d n\u00e3o exime a cl\u00ednica da responsabilidade, j\u00e1 que o resultado divergia de forma evidente do exame realizado posteriormente, que n\u00e3o identificou les\u00f5es suspeitas de malignidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Responsabilidade objetiva e indeniza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O entendimento do TJ-MG refor\u00e7a o que disp\u00f5e o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor: fornecedores de servi\u00e7os m\u00e9dicos s\u00e3o respons\u00e1veis por defeitos na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que causem danos ao paciente, independentemente de culpa. <\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel foi un\u00e2nime, mantendo a condena\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais sofridos.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Vanessa Andreasi Bonetti atuou em defesa da paciente, conseguindo que a Justi\u00e7a reconhecesse o direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o pelo sofrimento emocional decorrente do erro de diagn\u00f3stico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um caso recente no Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais trouxe \u00e0 tona a responsabilidade das cl\u00ednicas m\u00e9dicas diante de erros de diagn\u00f3stico que impactam diretamente a vida dos pacientes. 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