{"id":27018,"date":"2025-08-11T20:37:20","date_gmt":"2025-08-11T23:37:20","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=27018"},"modified":"2025-08-11T20:37:24","modified_gmt":"2025-08-11T23:37:24","slug":"jovem-de-27-anos-e-diagnosticada-com-cancer-por-vicio-em-vape","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/jovem-de-27-anos-e-diagnosticada-com-cancer-por-vicio-em-vape\/","title":{"rendered":"Jovem de 27 anos \u00e9 diagnosticada com c\u00e2ncer por v\u00edcio em vape"},"content":{"rendered":"\n<p>Laura Beatriz Nascimento, brasiliense de 27 anos, teve seu diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer no pulm\u00e3o anunciado no final de 2024, ap\u00f3s anos de uso intenso de cigarros eletr\u00f4nicos. <\/p>\n\n\n\n<p>Sua hist\u00f3ria, infelizmente, come\u00e7a como a de muitos jovens: uma simples curiosidade e a vontade de se enturmar com amigos. Aos 14 anos, Laura experimentou seu primeiro cigarro tradicional, incentivada pelo grupo de amigos. Naquela \u00e9poca, o uso era espor\u00e1dico e sem grandes exageros.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, foi durante um interc\u00e2mbio na Nova Zel\u00e2ndia, entre os 17 e 18 anos, que ela teve seu primeiro contato com o cigarro eletr\u00f4nico, ou vape. A tecnologia e o aspecto moderno dos dispositivos a atra\u00edram, fazendo com que seu consumo aumentasse consideravelmente, tanto de cigarros comuns quanto do eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A pandemia e a depend\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>De volta ao Brasil, Laura chegou a abandonar parcialmente o cigarro tradicional, fumando apenas esporadicamente, principalmente em ocasi\u00f5es sociais. Contudo, a pandemia de Covid-19, em 2020, marcou o retorno pesado do v\u00edcio. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi nessa fase que ela conheceu os pods descart\u00e1veis, dispositivos que prometem menor risco e controle na ingest\u00e3o de nicotina, mas que, na pr\u00e1tica, intensificaram sua depend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que pensava, Laura passou a fumar diariamente, incapaz de ficar sem o aparelho. A depend\u00eancia tornou-se t\u00e3o forte que, mesmo com o custo elevado, entre R$ 50 a R$ 250 por pod, ela buscava alternativas financeiras para manter o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas ignorados <\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da depend\u00eancia, Laura mantinha uma rotina fisicamente ativa, com treinos regulares, corrida e bicicleta. No entanto, sentia que sua resist\u00eancia n\u00e3o melhorava e que seu corpo apresentava sinais de alerta, como a respira\u00e7\u00e3o pesada ao acordar, que inicialmente atribuiu ao cansa\u00e7o e ao \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2024, quando a tosse persistente e dores nas costas pioraram, decidiu buscar ajuda m\u00e9dica. O que parecia uma consulta de rotina resultou em uma interna\u00e7\u00e3o urgente. Exames revelaram o c\u00e2ncer no pulm\u00e3o, levando a uma cirurgia para a retirada de metade do \u00f3rg\u00e3o e linfonodos comprometidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os perigos ocultos dos cigarros eletr\u00f4nicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora comercializados como alternativa menos nociva ao cigarro tradicional, os cigarros eletr\u00f4nicos carregam riscos s\u00e9rios para a sa\u00fade. O vape cont\u00e9m nicotina em concentra\u00e7\u00f5es frequentemente superiores \u00e0s do cigarro comum, aumentando significativamente o potencial de depend\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o uso prolongado pode causar doen\u00e7as pulmonares graves, como o EVALI (les\u00e3o pulmonar aguda associada ao vape), e problemas cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>O apelo visual, aparelhos tecnol\u00f3gicos, aromas doces e variados, e aus\u00eancia do cheiro forte do tabaco, torna o vape especialmente atrativo para adolescentes e jovens, mascarando seus riscos reais. A inclus\u00e3o de subst\u00e2ncias como tetrahidrocanabinol (THC) em alguns produtos aumenta ainda mais o perigo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A luta pela recupera\u00e7\u00e3o <\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico e cirurgia, Laura n\u00e3o se entregou \u00e0 desesperan\u00e7a. Com acompanhamento m\u00e9dico e muita determina\u00e7\u00e3o, retomou atividades f\u00edsicas, incluindo nata\u00e7\u00e3o e corrida, buscando melhorar sua capacidade pulmonar. A supera\u00e7\u00e3o dos seus limites anteriores mostra o poder da reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Laura tem usado suas redes sociais para alertar jovens e a sociedade sobre os perigos do uso dos cigarros eletr\u00f4nicos. Sua hist\u00f3ria \u00e9 um testemunho de um chamado urgente para repensarmos o consumo de produtos que, embora modernos e aparentemente inofensivos, podem provocar danos irrevers\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental que jovens, familiares, educadores e autoridades estejam atentos a esse fen\u00f4meno para prevenir novos casos e proteger vidas. Informa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as armas mais eficazes contra os riscos do cigarro eletr\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Laura Beatriz Nascimento, brasiliense de 27 anos, teve seu diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer no pulm\u00e3o anunciado no final de 2024, ap\u00f3s anos de uso intenso de cigarros eletr\u00f4nicos. Sua hist\u00f3ria, infelizmente, come\u00e7a como a de muitos jovens: uma simples curiosidade e a vontade de se enturmar com amigos. 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