{"id":24872,"date":"2025-07-21T19:32:32","date_gmt":"2025-07-21T22:32:32","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=24872"},"modified":"2025-07-21T19:32:38","modified_gmt":"2025-07-21T22:32:38","slug":"pesquisadores-capturam-tubarao-raro-e-gigantesco-no-litoral-de-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/pesquisadores-capturam-tubarao-raro-e-gigantesco-no-litoral-de-sergipe\/","title":{"rendered":"Pesquisadores capturam tubar\u00e3o raro e gigantesco no litoral de Sergipe"},"content":{"rendered":"\n<p>O litoral brasileiro foi palco de um acontecimento extraordin\u00e1rio no in\u00edcio de julho de 2025: um tubar\u00e3o megaboca (Megachasma pelagios), uma das criaturas mais enigm\u00e1ticas do oceano, foi encontrado morto na praia da Barra dos Coqueiros, em Sergipe. <\/p>\n\n\n\n<p>Com 4,63 metros de comprimento, o animal despertou a aten\u00e7\u00e3o imediata de cientistas, ambientalistas e curiosos. Trata-se de um dos maiores exemplares da esp\u00e9cie j\u00e1 documentados no oceano Atl\u00e2ntico, e o primeiro j\u00e1 registrado no estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A raridade de um gigante <\/h2>\n\n\n\n<p>Pouco se sabe sobre essa esp\u00e9cie de apar\u00eancia pr\u00e9-hist\u00f3rica. O tubar\u00e3o megaboca \u00e9 uma verdadeira joia da biodiversidade marinha: desde sua descoberta oficial em 1976, apenas 274 indiv\u00edduos foram identificados em todo o mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, \u00e9 apenas o quarto registro, o que evidencia o qu\u00e3o raro \u00e9 o encontro com esse animal. De h\u00e1bitos noturnos e profundos, o megaboca vive longe das costas, a centenas de metros de profundidade, o que dificulta enormemente sua observa\u00e7\u00e3o e estudo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mobiliza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante do tamanho da descoberta, uma equipe multidisciplinar foi rapidamente formada para estudar o exemplar. Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Projeto Tamar e do Projeto Meros do Brasil uniram for\u00e7as para coletar dados cruciais sobre o animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os envolvidos, est\u00e1 o professor Cl\u00e1udio Sampaio, conhecido como Cl\u00e1udio Buia, da Ufal, refer\u00eancia nacional em biodiversidade marinha. A carca\u00e7a foi transportada at\u00e9 o Ocean\u00e1rio de Aracaju, vinculado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Projeto Tamar, onde come\u00e7ou a ser meticulosamente examinada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia em a\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a an\u00e1lise, os pesquisadores realizaram uma s\u00e9rie de procedimentos importantes: coleta de amostras de tecidos, retirada de v\u00e9rtebras para estudo do crescimento e idade do animal, e identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis parasitas internos. <\/p>\n\n\n\n<p>Fotografias detalhadas e medidas corporais tamb\u00e9m foram registradas para compor uma base de dados in\u00e9dita no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O tubar\u00e3o, um macho em excelente estado de conserva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apresentava sinais de ferimentos causados por redes de pesca ou predadores, e a causa de seu encalhe permanece desconhecida, um mist\u00e9rio que os cientistas ainda tentam decifrar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o tubar\u00e3o megaboca?<\/h2>\n\n\n\n<p>Com sua apar\u00eancia incomum e sua boca desproporcionalmente grande, o tubar\u00e3o megaboca \u00e9 um verdadeiro \u201cfantasma\u201d dos mares profundos. Seu nome cient\u00edfico, <em>Megachasma pelagios<\/em>, significa literalmente \u201cgrande boca do mar aberto\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Ele \u00e9 um animal oce\u00e2nico, pac\u00edfico, e se alimenta basicamente de pequenos invertebrados e peixes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O litoral brasileiro foi palco de um acontecimento extraordin\u00e1rio no in\u00edcio de julho de 2025: um tubar\u00e3o megaboca (Megachasma pelagios), uma das criaturas mais enigm\u00e1ticas do oceano, foi encontrado morto na praia da Barra dos Coqueiros, em Sergipe. Com 4,63 metros de comprimento, o animal despertou a aten\u00e7\u00e3o imediata de cientistas, ambientalistas e curiosos. 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