{"id":24159,"date":"2025-07-16T09:00:00","date_gmt":"2025-07-16T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=24159"},"modified":"2025-07-15T19:33:25","modified_gmt":"2025-07-15T22:33:25","slug":"farm-e-condenada-por-usar-imagem-de-jessica-ellen-sem-autorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/farm-e-condenada-por-usar-imagem-de-jessica-ellen-sem-autorizacao\/","title":{"rendered":"Farm \u00e9 condenada por usar imagem de J\u00e9ssica Ellen sem autoriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Vivemos em um mundo saturado de imagens. Elas voam pelas redes sociais, invadem nossas telas, viralizam em segundos. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas uma imagem tem um dono, mesmo que muitos acreditem que, ao aparecer em p\u00fablico, ela se torna um bem coletivo. No recente epis\u00f3dio envolvendo a marca Farm e a atriz J\u00e9ssica Ellen, essa linha t\u00eanue entre p\u00fablico e privado foi exatamente o centro do conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Farm usou uma foto da atriz vestindo uma pe\u00e7a da marca para promover seus produtos. Sem pedir permiss\u00e3o. No fundo, para a empresa, parecia um gesto inofensivo: uma imagem bonita, um clique espont\u00e2neo, tudo pronto para engajar seguidores. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que para J\u00e9ssica Ellen, e para o Direito, isso foi explora\u00e7\u00e3o comercial indevida \u2014 uma apropria\u00e7\u00e3o do direito de imagem que vai muito al\u00e9m do simples \u201ccompartilhar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As tentativas de remendar a rela\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando o erro veio \u00e0 tona, Farm tentou suavizar a situa\u00e7\u00e3o: tirou o post do ar e ofereceu um vale-compras e depois um acordo financeiro. A artista recusou, mostrando que, para ela, o uso da pr\u00f3pria imagem \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00e9ria, que n\u00e3o se resolve com concess\u00f5es menores.<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a n\u00e3o deu brecha para a Farm. O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro deixou claro que, mesmo sem comprovar lucro direto, usar imagem com fins comerciais sem autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 ilegal, um alerta para o mercado que navega pelo universo digital, onde imagens circulam com extrema facilidade e podem ser usadas sem controle.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O peso dos danos<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da compensa\u00e7\u00e3o moral, que reconhece o dano subjetivo \u00e0 atriz, foi reconhecido tamb\u00e9m o direito a danos materiais, o ressarcimento financeiro que cobre o que ela deixou de ganhar por aquela imagem explorada sem autoriza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o \u00e9 importante, pois vai al\u00e9m da puni\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, valoriza o trabalho do artista e o mercado publicit\u00e1rio em que ele atua.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso mostra como as redes sociais se tornaram arenas complexas para direitos autorais e de imagem. As marcas e criadores de conte\u00fado precisam estar atentos, pois o que parecia uma simples postagem pode se transformar em lit\u00edgio judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e9ssica Ellen mostrou, com coragem e assertividade, que sua imagem tem dono, e que esse dono n\u00e3o \u00e9 o algoritmo nem o desejo de uma marca de parecer descolada. Sua atitude reafirma que \u00e9tica, respeito e direito caminham juntos, mesmo quando o palco \u00e9 o feed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos em um mundo saturado de imagens. Elas voam pelas redes sociais, invadem nossas telas, viralizam em segundos. Mas uma imagem tem um dono, mesmo que muitos acreditem que, ao aparecer em p\u00fablico, ela se torna um bem coletivo. 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