{"id":24112,"date":"2025-07-16T20:00:00","date_gmt":"2025-07-16T23:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=24112"},"modified":"2025-07-15T15:16:17","modified_gmt":"2025-07-15T18:16:17","slug":"juiza-perde-cargo-por-usar-sentenca-padrao-em-milhares-de-casos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/juiza-perde-cargo-por-usar-sentenca-padrao-em-milhares-de-casos\/","title":{"rendered":"Ju\u00edza perde cargo por usar senten\u00e7a padr\u00e3o em milhares de casos"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (<a href=\"http:\/\/www.tjrs.jus.br\/novo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>TJ-RS<\/strong><\/a>) decidiu exonerar uma ju\u00edza que atuava na comarca de Cachoeira do Sul ap\u00f3s identificar que ela teria repetido o mesmo texto de senten\u00e7a em cerca de dois mil processos. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a conduta teve como objetivo inflar artificialmente os \u00edndices de produtividade da ju\u00edza. A defesa, por outro lado, afirma que ela apenas tentou agilizar o andamento de a\u00e7\u00f5es em uma vara sobrecarregada e sem juiz titular havia anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ju\u00edza perde cargo por usar senten\u00e7a padr\u00e3o em milhares de casos<\/h2>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza substituta Ang\u00e9lica Chamon Layoun, empossada em julho de 2022, ficou pouco mais de um ano no cargo. A investiga\u00e7\u00e3o que resultou em sua demiss\u00e3o come\u00e7ou ap\u00f3s o tribunal observar padr\u00f5es repetitivos em suas decis\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo administrativo disciplinar, ela teria utilizado um mesmo modelo de senten\u00e7a em processos c\u00edveis distintos, inclusive reabrindo a\u00e7\u00f5es j\u00e1 encerradas apenas para replicar o conte\u00fado das decis\u00f5es anteriores. <\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica chamou a aten\u00e7\u00e3o da corregedoria por indicar poss\u00edvel manipula\u00e7\u00e3o estat\u00edstica para fins de promo\u00e7\u00e3o funcional. A an\u00e1lise do caso foi feita pelo \u00d3rg\u00e3o Especial do TJ-RS, composto por 25 desembargadores. <\/p>\n\n\n\n<p>Eles conclu\u00edram que as a\u00e7\u00f5es da magistrada configuraram desvio de fun\u00e7\u00e3o, contrariando os princ\u00edpios da legalidade e da imparcialidade que regem a atividade judicante. <\/p>\n\n\n\n<p>A penalidade aplicada foi a demiss\u00e3o, com base no artigo 42 da Lei Org\u00e2nica da Magistratura (Loman), que prev\u00ea essa medida como a mais severa dentro da carreira de juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada foi afastada preventivamente em setembro de 2023, ainda durante o est\u00e1gio probat\u00f3rio. Isso significa que ela n\u00e3o possu\u00eda estabilidade no cargo, o que facilitou a decis\u00e3o de desligamento. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defesa da ju\u00edza alega ac\u00famulo de casos<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora a investiga\u00e7\u00e3o tenha apontado que suas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o consideraram as especificidades de cada processo, a defesa sustenta que n\u00e3o houve m\u00e1-f\u00e9 ou inten\u00e7\u00e3o de prejudicar as partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Nilson de Oliveira Rodrigues, respons\u00e1vel por represent\u00e1-la, afirma que a ju\u00edza enfrentava uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica na unidade judici\u00e1ria, marcada por elevado ac\u00famulo de processos e car\u00eancia de recursos. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a tentativa era de organizar e dar celeridade \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>A defesa recorreu ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/cartorios-nao-podem-exigir-validade-de-procuracao\/\"><strong>CNJ<\/strong><\/a>) pedindo a revis\u00e3o da decis\u00e3o do TJ-RS, que consideram desproporcional e baseada em uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada das inten\u00e7\u00f5es da magistrada. O caso segue em an\u00e1lise no CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu exonerar uma ju\u00edza que atuava na comarca de Cachoeira do Sul ap\u00f3s identificar que ela teria repetido o mesmo texto de senten\u00e7a em cerca de dois mil processos. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a conduta teve como objetivo inflar artificialmente os \u00edndices de produtividade da ju\u00edza. 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