{"id":24048,"date":"2025-07-14T20:28:00","date_gmt":"2025-07-14T23:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=24048"},"modified":"2025-07-14T20:28:04","modified_gmt":"2025-07-14T23:28:04","slug":"cientistas-descobrem-proteinas-com-24-milhoes-de-anos-nos-fosseis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/cientistas-descobrem-proteinas-com-24-milhoes-de-anos-nos-fosseis\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem prote\u00ednas com 24 milh\u00f5es de anos nos f\u00f3sseis"},"content":{"rendered":"\n<p>Enquanto o DNA antigo j\u00e1 revelou informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas de organismos que viveram h\u00e1 at\u00e9 dois milh\u00f5es de anos, as prote\u00ednas, mol\u00e9culas essenciais para o funcionamento dos seres vivos, demonstraram uma durabilidade ainda maior. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova pesquisa internacional, publicada na revista Nature, conseguiu extrair e sequenciar prote\u00ednas de f\u00f3sseis com at\u00e9 24 milh\u00f5es de anos, desafiando os limites do que se sabia poss\u00edvel na biologia molecular e abrindo novas portas para entender a hist\u00f3ria da vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">F\u00f3sseis dent\u00e1rios revelam rel\u00edquias moleculares do passado<\/h2>\n\n\n\n<p>A equipe de pesquisadores analisou dentes fossilizados de rinocerontes, elefantes e hipop\u00f3tamos extintos. As amostras foram obtidas em dois extremos clim\u00e1ticos: o congelante \u00c1rtico canadense e o escaldante Vale do Rift, no Qu\u00eania. <\/p>\n\n\n\n<p>O achado mais antigo veio da cratera Haughton, em Nunavut (Canad\u00e1), com fragmentos de prote\u00ednas preservados por cerca de 24 milh\u00f5es de anos. Outro conjunto importante foi recuperado da regi\u00e3o de Turkana, no norte do Qu\u00eania, onde f\u00f3sseis de at\u00e9 18 milh\u00f5es de anos tamb\u00e9m continham pept\u00eddeos em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nova luz sobre a \u00e1rvore da vida<\/h2>\n\n\n\n<p>As prote\u00ednas sequenciadas ajudam a tra\u00e7ar rela\u00e7\u00f5es evolutivas entre esp\u00e9cies extintas e seus descendentes vivos. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ryan Sinclair Paterson, do Globe Institute da Universidade de Copenhague, os dados moleculares permitem reposicionar esp\u00e9cies na \u00e1rvore da vida com maior precis\u00e3o, mesmo na aus\u00eancia de DNA preservado. <\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia maior das prote\u00ednas, em compara\u00e7\u00e3o ao DNA, amplia significativamente o intervalo de tempo que os cientistas podem explorar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Surpresa no calor africano<\/h2>\n\n\n\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas no clima \u00e1rido e quente da Bacia de Turkana surpreendeu os especialistas. &#8220;Esper\u00e1vamos isso do \u00c1rtico, mas encontrar prote\u00ednas preservadas no Qu\u00eania foi inesperado&#8221;, afirmou Daniel Green, bi\u00f3logo da Universidade de Harvard. <\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o pode estar na estrutura dos dentes, o esmalte, mineralizado e extremamente resistente, atua como uma c\u00e1psula natural, protegendo os fragmentos proteicos por milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As prote\u00ednas estudadas foram extra\u00eddas do esmalte dent\u00e1rio, uma das estruturas mais duras do corpo. Elas desempenham papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o dos dentes e, por serem codificadas pelo DNA, suas sequ\u00eancias tamb\u00e9m revelam informa\u00e7\u00f5es como parentesco evolutivo e at\u00e9 sexo biol\u00f3gico dos esp\u00e9cimes. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Implica\u00e7\u00f5es para o estudo da linhagem humana<\/h2>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o de Turkana, conhecida por seu rico acervo f\u00f3ssil de homin\u00edneos, ancestrais extintos da linhagem humana, \u00e9 uma \u00e1rea de alto interesse cient\u00edfico. A detec\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas em f\u00f3sseis da regi\u00e3o amplia o potencial para estudos moleculares em nossos pr\u00f3prios ancestrais. <\/p>\n\n\n\n<p>Timothy Cleland, coautor do estudo e pesquisador do Smithsonian Museum Conservation Institute, considera os resultados promissores para futuras an\u00e1lises de prote\u00ednas dent\u00e1rias de homin\u00edneos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caminho aberto para investigar at\u00e9 os dinossauros?<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de as prote\u00ednas analisadas at\u00e9 o momento pertencerem a mam\u00edferos que viveram ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros, os cientistas n\u00e3o descartam a possibilidade de que, com tecnologias mais avan\u00e7adas, seja poss\u00edvel encontrar fragmentos proteicos ainda mais antigos, talvez at\u00e9 da era mesoz\u00f3ica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esses achados, os cientistas expandem em at\u00e9 20 milh\u00f5es de anos o recorde anterior de prote\u00ednas preservadas com qualidade para an\u00e1lise evolutiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o DNA antigo j\u00e1 revelou informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas de organismos que viveram h\u00e1 at\u00e9 dois milh\u00f5es de anos, as prote\u00ednas, mol\u00e9culas essenciais para o funcionamento dos seres vivos, demonstraram uma durabilidade ainda maior. 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