{"id":22794,"date":"2025-07-04T07:30:00","date_gmt":"2025-07-04T10:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=22794"},"modified":"2025-07-04T11:59:19","modified_gmt":"2025-07-04T14:59:19","slug":"estudo-mostra-que-copacabana-pode-ser-a-primeira-praia-a-sumir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/estudo-mostra-que-copacabana-pode-ser-a-primeira-praia-a-sumir\/","title":{"rendered":"Estudo mostra que Copacabana pode ser a primeira praia a sumir"},"content":{"rendered":"\n<p>Apesar de ser um dos cart\u00f5es postais mais famosos do mundo, a <strong>praia de Copacabana<\/strong>, localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, pode estar com seus dias contados. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada por uma pesquisa, realizada recentemente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo, que investiga os impactos do aumento da temperatura global e da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar nas praias, prev\u00ea que, at\u00e9 2100, cerca de 100 metros da faixa de areia poder\u00e3o ser inundados pelas \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que, s\u00f3 nos \u00faltimos 10 anos, a praia de Copacabana j\u00e1 perdeu por volta de 10% de sua faixa de areia, o que torna a revela\u00e7\u00e3o ainda mais preocupante, embora os dados divulgados sejam os mais otimistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do ritmo acelerado de aquecimento global e das emiss\u00f5es cont\u00ednuas de gases do efeito estufa, a situa\u00e7\u00e3o pode se agravar ainda mais. Com isso, h\u00e1 o risco de os impactos n\u00e3o apenas se intensificarem, mas tamb\u00e9m se manifestarem antes do previsto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Praia de Copacabana n\u00e3o ser\u00e1 a \u00fanica afetada<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo da UFRJ analisou o impacto da subida do mar desde o Porto do Rio at\u00e9 o Leblon, e constatou que outras praias populares do Rio de Janeiro tamb\u00e9m ser\u00e3o afetadas pelo problema.<\/p>\n\n\n\n<p>A praia do Leme, localizada no bairro vizinho a Copacabana, pode perder at\u00e9 100 metros da faixa de areia em rela\u00e7\u00e3o ao que existia no in\u00edcio do s\u00e9culo. Em Ipanema e no Leblon, as perdas podem chegar a 80 metros, enquanto a praia de Botafogo pode sofrer uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 70 metros. Com isso, per\u00edodos de inunda\u00e7\u00e3o prolongados no entorno da Ba\u00eda de Guanabara podem ocorrer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa n\u00e3o ficou restrita ao munic\u00edpio do Rio, uma vez que tamb\u00e9m foram feitas estimativas da regi\u00e3o portu\u00e1ria \u00e0 praia e \u00e0 lagoa de Piratininga, em Niter\u00f3i, bem como dos manguezais da \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Ambiental de Guapimirim, que tamb\u00e9m podem desaparecer at\u00e9 o fim do s\u00e9culo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ser um dos cart\u00f5es postais mais famosos do mundo, a praia de Copacabana, localizada na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, pode estar com seus dias contados. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada por uma pesquisa, realizada recentemente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 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