{"id":22672,"date":"2025-07-03T11:00:00","date_gmt":"2025-07-03T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=22672"},"modified":"2025-07-02T17:16:58","modified_gmt":"2025-07-02T20:16:58","slug":"onde-foram-parar-os-pratos-inquebraveis-da-duralex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/onde-foram-parar-os-pratos-inquebraveis-da-duralex\/","title":{"rendered":"Onde foram parar os pratos &#8220;inquebr\u00e1veis&#8221; da Duralex?"},"content":{"rendered":"\n<p>Se voc\u00ea cresceu no Brasil entre as d\u00e9cadas de 1980 e 2000, \u00e9 quase certo que j\u00e1 almo\u00e7ou em um prato marrom da Duralex. A marca francesa, criada em 1945, caiu no gosto dos brasileiros e se tornou sin\u00f4nimo de resist\u00eancia, funcionalidade e durabilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Estava em refeit\u00f3rios escolares, em lanchonetes de bairro e at\u00e9 nos almo\u00e7os de domingo em fam\u00edlia. Por ser quase inquebr\u00e1vel, tornou-se uma escolha natural para ambientes com uso intenso e rotineiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O segredo da fama da Duralex estava na t\u00e9cnica de fabrica\u00e7\u00e3o, o vidro era aquecido a 600\u00b0C e resfriado rapidamente, tornando-o temperado. Isso conferia ao material uma resist\u00eancia superior, tanto ao calor quanto a impactos. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do vidro comum, que estilha\u00e7a em grandes peda\u00e7os cortantes, os itens da Duralex quebravam em pequenos fragmentos pouco perigosos, o que os tornava tamb\u00e9m mais seguros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da Fran\u00e7a para o Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos anos 1980, a brasileira Santa Marina passou a fabricar localmente a linha Duralex, especialmente a ic\u00f4nica s\u00e9rie \u00e2mbar, aquele marrom transl\u00facido que hoje remete a nostalgia pura. <\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o nacional aumentou ainda mais a popularidade da marca, com produtos acess\u00edveis, dur\u00e1veis e pr\u00e1ticos, que podiam ir da chama do fog\u00e3o \u00e0 geladeira sem medo de trincar.<\/p>\n\n\n\n<p>A linha \u00e2mbar, a mais amada pelos brasileiros, foi descontinuada em 2012, j\u00e1 sob a gest\u00e3o da Nadir Figueiredo, que adquiriu a opera\u00e7\u00e3o da Santa Marina em 2011. <\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, os produtos cl\u00e1ssicos come\u00e7aram a sumir das prateleiras, sendo lentamente substitu\u00eddos por modelos mais modernos, geralmente em vidro transparente ou azul. Embora a marca nunca tenha deixado de operar no Brasil, a mudan\u00e7a no portf\u00f3lio marcou o fim de uma era.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crises na Fran\u00e7a, independ\u00eancia no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto a matriz francesa da Duralex enfrentava s\u00e9rias dificuldades financeiras, com pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2008 e novamente em 2020, a opera\u00e7\u00e3o brasileira seguia firme. <\/p>\n\n\n\n<p>A separa\u00e7\u00e3o entre as duas realidades ficou mais evidente com a venda da Duralex Fran\u00e7a para a International Cookware, em 2021. No Brasil, sob o comando da Nadir, a produ\u00e7\u00e3o local seguiu est\u00e1vel, mas sem a ic\u00f4nica linha \u00e2mbar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O renascimento como artigo de luxo retr\u00f4<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a escassez dos produtos antigos, nasceu um fen\u00f4meno curioso: os pratos e copos que antes custavam poucos reais agora aparecem em sites de venda usados por at\u00e9 R$ 400. <\/p>\n\n\n\n<p>O que era s\u00edmbolo de simplicidade virou objeto de desejo para colecionadores e entusiastas do estilo retr\u00f4. Influenciadores de decora\u00e7\u00e3o, nost\u00e1lgicos e jovens em busca de autenticidade alimentam esse novo mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A nova cara da Duralex<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, a marca ainda existe, e continua produzindo no Brasil, com modelos atualizados. As pe\u00e7as, em tons transparentes ou azulados, mant\u00eam a tradi\u00e7\u00e3o do vidro temperado, mas dialogam com uma est\u00e9tica mais moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o rebranding da Nadir Figueiredo, que agora se apresenta apenas como &#8220;Nadir&#8221;, a heran\u00e7a da Duralex ainda vive, especialmente na mem\u00f3ria afetiva dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea cresceu no Brasil entre as d\u00e9cadas de 1980 e 2000, \u00e9 quase certo que j\u00e1 almo\u00e7ou em um prato marrom da Duralex. A marca francesa, criada em 1945, caiu no gosto dos brasileiros e se tornou sin\u00f4nimo de resist\u00eancia, funcionalidade e durabilidade. 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