{"id":22622,"date":"2025-07-02T13:58:47","date_gmt":"2025-07-02T16:58:47","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=22622"},"modified":"2025-07-02T13:58:51","modified_gmt":"2025-07-02T16:58:51","slug":"estrela-explode-e-agora-pode-ser-vista-no-ceu-a-olho-nu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/estrela-explode-e-agora-pode-ser-vista-no-ceu-a-olho-nu\/","title":{"rendered":"Estrela explode e agora pode ser vista no c\u00e9u a olho nu"},"content":{"rendered":"\n<p>Duas <strong>explos\u00f5es estelares<\/strong> consecutivas chamaram a aten\u00e7\u00e3o da comunidade astron\u00f4mica e de apaixonados pelo c\u00e9u noturno. <\/p>\n\n\n\n<p>Em um intervalo de poucos dias, os c\u00e9us do hemisf\u00e9rio sul foram palco de fen\u00f4menos que, embora sutis em escalas c\u00f3smicas, s\u00e3o <strong>extraordin\u00e1rios para os olhos humanos<\/strong>: duas &#8220;novas&#8221; tornaram-se vis\u00edveis a olho nu, uma condi\u00e7\u00e3o considerada <strong>rara<\/strong> mesmo entre especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira delas, a estrela <strong>V462 Lupi<\/strong>, localizada na constela\u00e7\u00e3o de <strong>Lupus (O Lobo)<\/strong>, entrou em erup\u00e7\u00e3o no dia 12 de junho, ganhando brilho suficiente para ser avistada sem aux\u00edlio de telesc\u00f3pios \u2014 um feito raro para objetos que normalmente exigem equipamentos sofisticados. <\/p>\n\n\n\n<p>Poucos dias depois, foi a vez da <strong>V572 Velorum<\/strong>, na constela\u00e7\u00e3o de <strong>Vela<\/strong>, repetir o fen\u00f4meno, transformando-se na chamada <strong>Nova Velorum 2025<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entenda o fen\u00f4meno: o que \u00e9 uma \u201cnova\u201d?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que o nome pode sugerir, uma \u201c<strong>nova<\/strong>\u201d n\u00e3o \u00e9 uma estrela rec\u00e9m-nascida, mas sim uma <strong>explos\u00e3o de brilho repentino<\/strong> causada por um processo espec\u00edfico: uma <strong>an\u00e3 branca<\/strong> \u2014 remanescente denso de uma estrela j\u00e1 extinta \u2014 suga mat\u00e9ria de uma estrela vizinha, at\u00e9 acumular energia suficiente para gerar uma rea\u00e7\u00e3o de <strong>fus\u00e3o nuclear<\/strong> em sua superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de explos\u00e3o <strong>n\u00e3o destr\u00f3i<\/strong> a estrela. Diferentemente das supernovas, que representam o colapso final de uma estrela e podem dar origem a buracos negros ou estrelas de n\u00eautrons, as novas s\u00e3o consideradas <strong>eventos recorrentes<\/strong> e de intensidade <strong>moderada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Do invis\u00edvel ao vis\u00edvel: duas estrelas emergem do anonimato c\u00f3smico<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A <strong>V462 Lupi<\/strong>, antes registrada com magnitude de <strong>+22,3<\/strong>, tornou-se brevemente vis\u00edvel ao atingir a magnitude de <strong>+5,5<\/strong> \u2014 suficiente para ser vista em \u00e1reas de baixa luminosidade. <\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo ocorreu com a <strong>V572 Velorum<\/strong>, que saltou de <strong>+22,2<\/strong> para uma magnitude de <strong>+4,8<\/strong>, tornando-se uma das estrelas mais vis\u00edveis do c\u00e9u austral naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a plataforma <strong>Spaceweather.com<\/strong>, a ocorr\u00eancia de duas novas vis\u00edveis a olho nu em um \u00fanico m\u00eas \u00e9 <strong>extremamente incomum<\/strong>. Normalmente, esses eventos acontecem no m\u00e1ximo uma vez ao ano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Descobertas e registros: da ci\u00eancia ao olhar amador<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o da <strong>Nova Velorum 2025<\/strong> foi identificada pelo astrof\u00edsico australiano <strong>John Seach<\/strong>, que j\u00e1 descobriu 12 novas ao longo da carreira. <\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o astr\u00f4nomo amador <strong>Romualdo Caldas<\/strong>, presidente do Centro de Estudos Astron\u00f4micos de Alagoas, registrou o brilho da nova diretamente de <strong>Macei\u00f3<\/strong>, imortalizando o fen\u00f4meno em uma fotografia que revela, ao fundo, a constela\u00e7\u00e3o do <strong>Cruzeiro do Sul<\/strong> e a <strong>Nebulosa de Eta Carinae<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como observar a Nova Velorum 2025<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para os interessados em acompanhar o espet\u00e1culo celeste nos \u00faltimos dias de visibilidade, o ideal \u00e9 buscar um local <strong>afastado da polui\u00e7\u00e3o luminosa<\/strong> urbana durante a <strong>lua nova<\/strong>, quando o c\u00e9u est\u00e1 mais escuro. Um <strong>bin\u00f3culo 10\u00d750<\/strong> \u00e9 suficiente para ampliar a observa\u00e7\u00e3o com clareza.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta localizar o Cruzeiro do Sul e, a partir dele, mover a observa\u00e7\u00e3o ligeiramente para cima e \u00e0 direita, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constela\u00e7\u00e3o de Vela. Aplicativos como <strong>Stellarium<\/strong>, <strong>Sky Safari<\/strong> ou <strong>Star Walk<\/strong> podem ser \u00f3timos aliados para os observadores de primeira viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de junho de 2025 entrou para a hist\u00f3ria como um dos mais f\u00e9rteis para a <strong>observa\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica<\/strong>. Eventos como esses n\u00e3o apenas iluminam o c\u00e9u, mas tamb\u00e9m reacendem o fasc\u00ednio humano pelos mist\u00e9rios do universo \u2014 algo que nem o tempo nem a ci\u00eancia conseguiram apagar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fen\u00f4menos astron\u00f4micos raros iluminam o firmamento do Hemisf\u00e9rio Sul; especialistas e amadores celebram o brilho das chamadas &#8220;novas&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":22623,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22622"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22622\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22624,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22622\/revisions\/22624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}