{"id":20356,"date":"2025-06-13T16:45:00","date_gmt":"2025-06-13T19:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=20356"},"modified":"2025-06-12T20:46:16","modified_gmt":"2025-06-12T23:46:16","slug":"mais-de-2-500-municipios-brasileiros-correm-risco-de-desastres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/mais-de-2-500-municipios-brasileiros-correm-risco-de-desastres\/","title":{"rendered":"Mais de 2.500 munic\u00edpios brasileiros correm risco de desastres"},"content":{"rendered":"\n<p>O avan\u00e7o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas coloca o Brasil em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica: 2.600 munic\u00edpios j\u00e1 est\u00e3o em n\u00edvel elevado ou muito elevado de risco para desastres naturais, como estiagens prolongadas, enchentes e deslizamentos de terra.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa \u00e9 do <a href=\"https:\/\/adaptabrasil.mcti.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AdaptaBrasil<\/a>, ferramenta do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI), que n\u00e3o inclui no c\u00e1lculo outros fen\u00f4menos extremos, como inc\u00eandios florestais, ondas de calor e de frio \u2014 tamb\u00e9m agravados pelo aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Combate de desastres naturais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Com o agravamento dos eventos extremos, \u00e9 fundamental ir al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases e fortalecer a capacidade dos munic\u00edpios para enfrentar suas consequ\u00eancias. A aus\u00eancia de um planejamento p\u00fablico eficaz tem dificultado esse avan\u00e7o, especialmente em um pa\u00eds marcado por profundas desigualdades sociais, que intensificam os impactos dos desastres.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica passa a ser uma prioridade imediata. Isso come\u00e7a pelo mapeamento detalhado dos riscos locais, seguido pela elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de medidas pr\u00e1ticas que aumentem a resili\u00eancia das cidades. Essas a\u00e7\u00f5es precisam ser cont\u00ednuas, constantemente revisadas e alinhadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sociais e ambientais espec\u00edficas de cada regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfrentar esse desafio, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima criou o programa AdaptaCidades, que oferece suporte t\u00e9cnico, dados sobre os riscos clim\u00e1ticos e ajuda na busca por recursos financeiros. O projeto, inicialmente voltado para 260 munic\u00edpios, expandiu-se para mais de 500, com planos previstos para serem conclu\u00eddos at\u00e9 2026 e implementados a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Munic\u00edpios brasileiros<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O desafio n\u00e3o se limita ao planejamento: colocar os planos em pr\u00e1tica, acompanhar seus resultados e incorporar solu\u00e7\u00f5es naturais s\u00e3o etapas essenciais. Nas \u00e1reas urbanas brasileiras, \u00e9 preciso enfrentar problemas espec\u00edficos, como as ilhas de calor, que surgem devido \u00e0 alta densidade de constru\u00e7\u00f5es e \u00e0 escassez de \u00e1reas verdes.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas cidades, como Recife e Santos, j\u00e1 avan\u00e7am com iniciativas que combinam obras estruturais e a\u00e7\u00f5es ambientais para fortalecer sua capacidade de resistir \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Adaptar-se ao clima em transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo constante, que demanda conhecimento t\u00e9cnico, gest\u00e3o eficaz e um compromisso pol\u00edtico s\u00f3lido voltado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das comunidades mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil tem 2.600 cidades em risco alto de desastres; adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica urgente para enfrentar secas, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":20357,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[],"class_list":["post-20356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20356"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20358,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20356\/revisions\/20358"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}