{"id":18037,"date":"2025-05-26T12:30:00","date_gmt":"2025-05-26T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=18037"},"modified":"2025-05-23T19:06:10","modified_gmt":"2025-05-23T22:06:10","slug":"voce-nao-vai-acreditar-no-que-essa-cidade-esconde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/voce-nao-vai-acreditar-no-que-essa-cidade-esconde\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea n\u00e3o vai acreditar no que essa cidade esconde"},"content":{"rendered":"\n<p>Era 14 de maio de 1960 quando a escritora cearense Rachel de Queiroz finalizou sua coluna na revista Cruzeiro com apenas duas palavras em letras mai\u00fasculas: \u201cEU VI\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>E o que ela viu n\u00e3o foi uma estrela cadente ou um fen\u00f4meno atmosf\u00e9rico comum. Ela se referia a uma luz alaranjada, envolta em um halo nevoento, que cruzava o c\u00e9u de Quixad\u00e1 com movimentos inusitados. <\/p>\n\n\n\n<p>O que torna esse relato t\u00e3o marcante n\u00e3o \u00e9 apenas a figura c\u00e9lebre por tr\u00e1s dele, mas o fato de que dezenas de pessoas estavam ali, ao lado de Rachel, observando o mesmo espet\u00e1culo misterioso no c\u00e9u do sert\u00e3o. O ceticismo da autora, somado ao seu testemunho direto, deu credibilidade ao que parecia ser s\u00f3 mais uma hist\u00f3ria fant\u00e1stica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O enigm\u00e1tico Caso Barroso<\/h2>\n\n\n\n<p>Treze anos depois, Quixad\u00e1 voltou ao centro das aten\u00e7\u00f5es com um caso ainda mais desconcertante: o do agricultor Francisco Barroso. Em uma madrugada de 1973, Barroso teria sido atingido por um feixe de luz vindo de uma nave enquanto andava a cavalo. <\/p>\n\n\n\n<p>Encontrado desacordado por um vaqueiro, ele retornou com sintomas que pareciam sair de um roteiro de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: regress\u00e3o mental, medo de luzes e uma pele que, misteriosamente, rejuvenescia com o passar do tempo. <\/p>\n\n\n\n<p>O caso atraiu m\u00e9dicos, cientistas e curiosos de v\u00e1rios pa\u00edses, tornando-se um dos registros ufol\u00f3gicos mais emblem\u00e1ticos do Brasil. Barroso faleceu com o comportamento e apar\u00eancia de uma crian\u00e7a, e at\u00e9 hoje ningu\u00e9m conseguiu explicar o que, de fato, aconteceu naquela estrada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Paisagem fora do comum e portais de pedra<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos relatos sobrenaturais, a geografia de Quixad\u00e1 parece colaborar com o clima de mist\u00e9rio. A cidade \u00e9 cercada por forma\u00e7\u00f5es rochosas monumentais que parecem desafiar a l\u00f3gica. Um dos mon\u00f3litos lembra, inclusive, a cabe\u00e7a de um ser extraterrestre. <\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns uf\u00f3logos e m\u00edsticos, essas pedras funcionam como portais naturais ou marcos energ\u00e9ticos, tornando Quixad\u00e1 uma esp\u00e9cie de \u201cbase terrestre\u201d para visitas de outras dimens\u00f5es ou planetas. Esses elementos n\u00e3o apenas embelezam a regi\u00e3o, mas alimentam a aura de encantamento e questionamento que envolve a cidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Guerra Fria e a epidemia dos discos voadores<\/h2>\n\n\n\n<p>Os anos 1950 e 1960 n\u00e3o foram marcados apenas pelos relatos de \u00f3vnis em Quixad\u00e1. O mundo vivia o auge da Guerra Fria, e o c\u00e9u parecia ser o novo campo de batalha entre os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre lan\u00e7amentos de sat\u00e9lites, m\u00edsseis e testes nucleares, n\u00e3o faltavam motivos para que as pessoas olhassem para o c\u00e9u com medo, ou esperan\u00e7a. Relat\u00f3rios oficiais dos EUA, como o Projeto Blue Book, registraram milhares de avistamentos, muitos dos quais permanecem sem explica\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje. <\/p>\n\n\n\n<p>No Cear\u00e1, os jornais da \u00e9poca noticiaram luzes, estrondos, tremores de terra e apari\u00e7\u00f5es misteriosas. Era como se o sert\u00e3o tivesse se tornado uma tela onde os anseios e temores da humanidade se projetavam.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O olhar psicol\u00f3gico de Carl Jung<\/h2>\n\n\n\n<p>O renomado psiquiatra Carl Gustav Jung tamb\u00e9m dedicou parte de sua obra ao fen\u00f4meno dos \u00f3vnis. Em seu livro \u201cUm mito moderno sobre coisas vistas no c\u00e9u\u201d, Jung n\u00e3o procurava comprovar a exist\u00eancia de seres alien\u00edgenas. Em vez disso, via os discos voadores como express\u00f5es simb\u00f3licas do inconsciente coletivo. <\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u201calguma coisa estava sendo vista\u201d, e isso dizia mais sobre a mente humana do que sobre os c\u00e9us. A abordagem de Jung oferece uma leitura profunda e alternativa sobre o que ocorre em Quixad\u00e1: talvez os extraterrestres n\u00e3o estejam apenas no c\u00e9u, mas dentro de n\u00f3s, como representa\u00e7\u00f5es de tudo aquilo que n\u00e3o compreendemos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quixad\u00e1 como centro de estudo e inspira\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o passar dos anos, Quixad\u00e1 tornou-se refer\u00eancia no estudo da ufologia no Brasil. Pesquisadores, cineastas e curiosos percorrem a cidade em busca de resposta, ou, pelo menos, boas hist\u00f3rias. <\/p>\n\n\n\n<p>O longa-metragem \u201c\u00c1rea Q\u201d, dirigido por Halder Gomes, levou os mist\u00e9rios da cidade para as telas do cinema. Inicialmente pensado para ser filmado no deserto do Arizona, o filme acabou encontrando no sert\u00e3o cearense um cen\u00e1rio ainda mais enigm\u00e1tico e inspirador. <\/p>\n\n\n\n<p>Quixad\u00e1 virou palco de confer\u00eancias, debates e vig\u00edlias ufol\u00f3gicas. Uma cidade onde o sobrenatural convive com o cotidiano e onde as perguntas nunca param de surgir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mist\u00e9rio sem fim no cora\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1<\/h2>\n\n\n\n<p>O que faz de Quixad\u00e1 um lugar t\u00e3o especial? Ser\u00e1 sua geografia singular, seus relatos surpreendentes ou o fato de ser uma esp\u00e9cie de espelho do desconhecido? Talvez a resposta esteja na combina\u00e7\u00e3o de tudo isso. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo na cidade, um sil\u00eancio entre as pedras, um brilho nas estrelas, um sussurro no vento quente do sert\u00e3o, que nos faz parar e olhar para cima. E quem sabe, talvez um dia, a resposta venha do c\u00e9u.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era 14 de maio de 1960 quando a escritora cearense Rachel de Queiroz finalizou sua coluna na revista Cruzeiro com apenas duas palavras em letras mai\u00fasculas: \u201cEU VI\u201d. E o que ela viu n\u00e3o foi uma estrela cadente ou um fen\u00f4meno atmosf\u00e9rico comum. Ela se referia a uma luz alaranjada, envolta em um halo nevoento, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":18039,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-18037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18037"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18040,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18037\/revisions\/18040"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18039"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}