{"id":17073,"date":"2025-05-17T08:00:00","date_gmt":"2025-05-17T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=17073"},"modified":"2025-05-16T21:17:34","modified_gmt":"2025-05-17T00:17:34","slug":"cesta-basica-para-uma-pessoa-chega-a-mais-de-r-400","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/cesta-basica-para-uma-pessoa-chega-a-mais-de-r-400\/","title":{"rendered":"Cesta b\u00e1sica para uma pessoa chega a mais de R$ 400"},"content":{"rendered":"\n<p>Um levantamento recente do Instituto Pacto Contra a Fome revela que, em abril de 2025, o custo da cesta b\u00e1sica ideal para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel no Brasil chegou a R$ 432 por pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso corresponde a 21,4% da renda m\u00e9dia per capita dos brasileiros, estimada em R$ 2.020, conforme dados da <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/trabalho\/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua)<\/a>, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante mencionar que mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui renda suficiente para arcar com os custos dessa alimenta\u00e7\u00e3o adequada e outras despesas b\u00e1sicas. Al\u00e9m disso, mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o vive com rendimento inferior ao valor da cesta b\u00e1sica, o que representa cerca de 21,7 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infla\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia pressiona a cesta b\u00e1sica<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo o boletim mensal do Pacto Contra a Fome, a infla\u00e7\u00e3o no setor de alimentos impacta de forma desproporcional as fam\u00edlias vulner\u00e1veis, chegando a ser at\u00e9 2,5 vezes maior em compara\u00e7\u00e3o com as de alta renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2025, o grupo de Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas teve alta de 0,82%, com destaque para produtos como batata (18,29%), tomate (14,32%) e caf\u00e9 mo\u00eddo (4,48%).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 que, apesar da redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em alguns itens, como arroz (-4,19%) e feij\u00e3o preto (-5,45%), a press\u00e3o inflacion\u00e1ria continua concentrada em alimentos essenciais e in natura, sens\u00edveis a varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e sazonais. Dessa forma, o impacto no custo de vida das fam\u00edlias, principalmente as de menor renda, permanece elevado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cesta b\u00e1sica compromete mais da metade do sal\u00e1rio m\u00ednimo em 2025<\/h2>\n\n\n\n<p>Dados do <a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese)<\/a> indicam que, em abril de 2025, o valor da cesta b\u00e1sica em Campo Grande foi de R$ 851,82, o que representa 64,75% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido da \u00e9poca, que era de R$ 1.377 ap\u00f3s a dedu\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que um trabalhador que recebe sal\u00e1rio m\u00ednimo precisaria comprometer mais da metade de sua renda para garantir os alimentos b\u00e1sicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva de Campo Grande. Em dezembro de 2023, por exemplo, o custo da cesta b\u00e1sica no Rio de Janeiro correspondia a cerca de 56% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, enquanto em S\u00e3o Paulo chegava a 58%. Capitais do Norte e Nordeste costumam registrar valores mais baixos, mas o impacto inflacion\u00e1rio segue preocupante.<\/p>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o eleva os custos de produ\u00e7\u00e3o, transporte e energia, al\u00e9m de ser agravada pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, que encarece produtos importados, ampliando o peso sobre o pre\u00e7o final da cesta b\u00e1sica. Isso porque os sal\u00e1rios n\u00e3o acompanham a alta dos pre\u00e7os, reduzindo o poder de compra das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Medidas para conter a infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O governo pode atuar por meio de pol\u00edticas fiscais e monet\u00e1rias para controlar a infla\u00e7\u00e3o, utilizando instrumentos como aumento da taxa b\u00e1sica de juros (Selic), redu\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos e ajuste fiscal. Tamb\u00e9m s\u00e3o importantes medidas como o fortalecimento do estoque regulador, controle de pre\u00e7os e est\u00edmulos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, \u00e9 poss\u00edvel mitigar o impacto da infla\u00e7\u00e3o na cesta b\u00e1sica e garantir o direito constitucional \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada, que hoje est\u00e1 fora do alcance da maioria dos brasileiros, segundo o Pacto Contra a Fome.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento recente do Instituto Pacto Contra a Fome revela que, em abril de 2025, o custo da cesta b\u00e1sica ideal para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel no Brasil chegou a R$ 432 por pessoa. 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