{"id":16886,"date":"2025-05-17T20:45:00","date_gmt":"2025-05-17T23:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=16886"},"modified":"2025-05-15T19:05:53","modified_gmt":"2025-05-15T22:05:53","slug":"brasil-abriga-o-vulcao-mais-antigo-com-quase-2-bilhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/brasil-abriga-o-vulcao-mais-antigo-com-quase-2-bilhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Brasil abriga o vulc\u00e3o mais antigo com quase 2 bilh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo estudos do <a href=\"https:\/\/www.igc.usp.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto de Geoci\u00eancias da USP<\/a>, o territ\u00f3rio brasileiro guarda um dos registros vulc\u00e2nicos mais antigos do planeta: o Vulc\u00e3o Amazonas, com quase 2 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Localizado no sul do Par\u00e1, entre os rios Tapaj\u00f3s e Jamanxim, esse impressionante vest\u00edgio geol\u00f3gico remonta ao per\u00edodo Paleoproteroz\u00f3ico, quando intensas atividades vulc\u00e2nicas moldaram o relevo e a riqueza mineral da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora extinto h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, o vulc\u00e3o ainda revela informa\u00e7\u00f5es essenciais para a ci\u00eancia, principalmente no que diz respeito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de minerais como ouro e cobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que pesquisas recentes indicam que a regi\u00e3o foi palco de ao menos tr\u00eas grandes ciclos de vulcanismo h\u00e1 cerca de 2, 1,88 e 1,78 bilh\u00f5es de anos, resultado da movimenta\u00e7\u00e3o de placas tect\u00f4nicas oce\u00e2nicas sob a crosta continental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amaz\u00f4nia tem  arquivo geol\u00f3gico ainda pouco explorado<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante mencionar que, por muito tempo, a Amaz\u00f4nia foi vista apenas como um santu\u00e1rio ecol\u00f3gico, esquecendo-se de sua import\u00e2ncia geol\u00f3gica. Isso porque o acesso \u00e0 regi\u00e3o \u00e9 limitado e os estudos exigem longas expedi\u00e7\u00f5es e recursos especializados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, iniciativas lideradas por institui\u00e7\u00f5es como a Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) e a Unicamp t\u00eam contribu\u00eddo significativamente para o mapeamento do passado vulc\u00e2nico da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9 a caldeira identificada na Prov\u00edncia Mineral de Alta Floresta, que se estende entre os estados do Par\u00e1 e Mato Grosso, e guarda pistas de antigas explos\u00f5es que ajudaram a moldar o subsolo amaz\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 a caldeira do Vulc\u00e3o Amazonas, com cerca de 22 km de di\u00e2metro, um indicativo da magnitude das erup\u00e7\u00f5es ocorridas na regi\u00e3o h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Brasil e o vulc\u00e3o esquecido<\/h2>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que, embora o Brasil n\u00e3o possua vulc\u00f5es ativos atualmente, por estar distante das zonas de colis\u00e3o entre placas tect\u00f4nicas, vest\u00edgios de atividade vulc\u00e2nica s\u00e3o encontrados em v\u00e1rias partes do pa\u00eds. Ilhas oce\u00e2nicas como Fernando de Noronha e Trindade foram formadas por processos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, estruturas rochosas da Serra do Mar, Serra da Mantiqueira e os conhecidos derramamentos bas\u00e1lticos no sul do Brasil revelam o passado explosivo do territ\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo estudos do Instituto de Geoci\u00eancias da USP, o territ\u00f3rio brasileiro guarda um dos registros vulc\u00e2nicos mais antigos do planeta: o Vulc\u00e3o Amazonas, com quase 2 bilh\u00f5es de anos. 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