{"id":14301,"date":"2025-05-01T14:45:56","date_gmt":"2025-05-01T17:45:56","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=14301"},"modified":"2025-04-30T19:09:40","modified_gmt":"2025-04-30T22:09:40","slug":"ciencia-pode-estar-perto-de-explicar-como-um-planeta-e-formado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/ciencia-pode-estar-perto-de-explicar-como-um-planeta-e-formado\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia pode estar perto de explicar como um planeta \u00e9 formado"},"content":{"rendered":"\n<p>Um novo cap\u00edtulo na astrof\u00edsica foi escrito com a descoberta de Eos, uma enorme nuvem molecular invis\u00edvel localizada surpreendentemente pr\u00f3xima da Terra. O achado, publicado no dia 28 de abril na renomada revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/natastron\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nature Astronomy<\/a>, representa um marco para a ci\u00eancia e pode fornecer pistas valiosas sobre a forma\u00e7\u00e3o de estrelas e planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do estudo conduzido por cientistas da Queen Mary University of London e da Rutgers School of Arts and Sciences, Eos est\u00e1 a cerca de 300 anos-luz de dist\u00e2ncia \u2014 mais perto do que qualquer outra nuvem molecular conhecida at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p>O nome faz refer\u00eancia \u00e0 deusa grega do amanhecer e, se pudesse ser vista a olho nu, teria o tamanho aparente de 40 luas cheias no c\u00e9u. Isso porque a nuvem possui cerca de 3.400 vezes a massa do Sol e um comprimento estimado de mais de 100 anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta surpreendeu a comunidade cient\u00edfica, j\u00e1 que, at\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que todas as nuvens moleculares em um raio de 1.600 anos-luz do Sol j\u00e1 haviam sido identificadas. A detec\u00e7\u00e3o de Eos revela o quanto ainda h\u00e1 por explorar, mesmo em regi\u00f5es consideradas bem mapeadas do universo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novo m\u00e9todo de observa\u00e7\u00e3o pode explicar forma\u00e7\u00e3o de planeta<\/h2>\n\n\n\n<p>O diferencial dessa descoberta est\u00e1 no m\u00e9todo utilizado. Tradicionalmente, nuvens moleculares s\u00e3o detectadas por meio da emiss\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono, que brilha em comprimentos de onda de r\u00e1dio e infravermelho. Eos, no entanto, praticamente n\u00e3o cont\u00e9m esse composto, o que a tornou &#8220;invis\u00edvel&#8221; aos instrumentos convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi gra\u00e7as ao espectr\u00f3grafo FIMS-SPEAR, instalado no sat\u00e9lite sul-coreano STSAT-1, que os pesquisadores conseguiram identificar a presen\u00e7a da nuvem ao observar a fluoresc\u00eancia do hidrog\u00eanio molecular no ultravioleta extremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que os dados do instrumento foram disponibilizados ao p\u00fablico apenas em 2023, o que permitiu essa descoberta tardia, mas significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante mencionar que essa foi a primeira vez que uma nuvem molecular foi descoberta com base na emiss\u00e3o direta de hidrog\u00eanio no ultravioleta. Com isso, os cientistas agora t\u00eam a oportunidade de observar com maior precis\u00e3o os processos que levam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estrelas e sistemas planet\u00e1rios, como o nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 que Eos oferece um \u201claborat\u00f3rio natural\u201d a curta dist\u00e2ncia para a ci\u00eancia investigar, em tempo real, os primeiros est\u00e1gios da cria\u00e7\u00e3o de novos mundos. Dessa forma, a astronomia ganha uma nova janela para compreender como o g\u00e1s e a poeira interestelar se transformam em corpos celestes complexos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo cap\u00edtulo na astrof\u00edsica foi escrito com a descoberta de Eos, uma enorme nuvem molecular invis\u00edvel localizada surpreendentemente pr\u00f3xima da Terra. 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