{"id":1269,"date":"2025-01-05T09:58:52","date_gmt":"2025-01-05T12:58:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=1269"},"modified":"2025-01-04T23:35:35","modified_gmt":"2025-01-05T02:35:35","slug":"aposentadoria-do-concorde-por-que-avioes-supersonicos-de-passageiros-sairam-do-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/aposentadoria-do-concorde-por-que-avioes-supersonicos-de-passageiros-sairam-do-mercado\/","title":{"rendered":"Aposentadoria do Concorde: por que avi\u00f5es supers\u00f4nicos de passageiros sa\u00edram do mercado?"},"content":{"rendered":"\n<p>O Concorde realizou o seu \u00faltimo voo no dia 26 de novembro de 2003, encerrando uma era de inova\u00e7\u00e3o na avia\u00e7\u00e3o comercial. Embora a linha representasse um marco tecnol\u00f3gico, com a capacidade de voar acima da velocidade do som, o avi\u00e3o supers\u00f4nico de passageiros n\u00e3o conseguiu se firmar como um modelo financeiramente vi\u00e1vel e precisou ser aposentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O avi\u00e3o supers\u00f4nico \u00e9 fruto de uma parceria entre Fran\u00e7a e Reino Unido. Dessa forma, o Concorde desafiou os limites da engenharia, com velocidade de cruzeiro que ultrapassava os 2.200 km\/h. A linha conectava Londres ou Paris a Nova York e fazia a viagem em cerca de tr\u00eas horas e meia, menos da metade do tempo de avi\u00f5es convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, essa conquista veio acompanhada de alguns desafios t\u00e9cnicos e financeiros. Isso porque, al\u00e9m de consumir grandes quantidades de combust\u00edvel, a produ\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do Concorde eram extremamente caras. <\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que dificultou a perman\u00eancia do Concorde foi a limita\u00e7\u00e3o de rotas devido ao estrondo s\u00f4nico (o &#8220;sonic boom&#8221;), que acabava restringindo o seu alcance operacional, tornando-o vi\u00e1vel apenas em trajetos transoce\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Concorde vive crise econ\u00f4mica e quest\u00f5es ambientais<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante mencionar que o Concorde foi projetado em um mundo mais otimista. Ainda assim, as mudan\u00e7as econ\u00f4micas e sociais que marcaram as d\u00e9cadas de 1970 a 2000 moldaram a sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a crise do petr\u00f3leo de 1973, os custos de opera\u00e7\u00e3o aumentaram significativamente, afastando o interesse de companhias a\u00e9reas pelo modelo supers\u00f4nico. Apenas a Air France e a British Airways, ambas estatais \u00e0 \u00e9poca, compraram unidades da aeronave.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nos anos 2000, o cen\u00e1rio a\u00e9reo ficou ainda mais desafiador. Isso porque o \u00fanico acidente fatal do Concorde, em 2000, abalou a confian\u00e7a no modelo. Pouco tempo depois, os ataques de 11 de setembro no ano de 2001 e a recess\u00e3o global reduziram drasticamente a demanda por viagens internacionais de luxo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, as quest\u00f5es ambientais come\u00e7aram a ganhar for\u00e7a. O consumo elevado de combust\u00edvel do Concorde e os altos n\u00edveis de emiss\u00f5es tornaram os avi\u00f5es supers\u00f4nicos cada vez mais incompat\u00edveis com as preocupa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Assim, a decis\u00e3o da Airbus de encerrar a produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as sobressalentes selou o destino do Concorde e o avi\u00e3o supers\u00f4nico foi aposentado em 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Concorde realizou o seu \u00faltimo voo no dia 26 de novembro de 2003, encerrando uma era de inova\u00e7\u00e3o na avia\u00e7\u00e3o comercial. 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