{"id":11686,"date":"2025-04-11T22:00:00","date_gmt":"2025-04-12T01:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=11686"},"modified":"2025-04-10T22:14:05","modified_gmt":"2025-04-11T01:14:05","slug":"atencao-decisao-do-stf-confirma-correcao-no-fgts","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/atencao-decisao-do-stf-confirma-correcao-no-fgts\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o! Decis\u00e3o do STF confirma corre\u00e7\u00e3o no FGTS"},"content":{"rendered":"\n<p>Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), os saldos do <a href=\"https:\/\/www.fgts.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS)<\/a> passar\u00e3o a ser corrigidos, a partir de agora, ao menos pela infla\u00e7\u00e3o, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA).<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que a decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi firmada no dia 28 de mar\u00e7o durante julgamento virtual e confirma a substitui\u00e7\u00e3o da antiga f\u00f3rmula baseada na Taxa Referencial (TR), que vinha apresentando rendimento pr\u00f3ximo de zero.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida representa um avan\u00e7o importante para os trabalhadores, que por anos tiveram perdas significativas no poder de compra de seus saldos depositados no FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 importante mencionar que a nova regra n\u00e3o ser\u00e1 aplicada de forma retroativa, o que gerou frustra\u00e7\u00e3o entre parte da popula\u00e7\u00e3o e setores pol\u00edticos que esperavam compensa\u00e7\u00f5es por perdas acumuladas ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corre\u00e7\u00e3o s\u00f3 para dep\u00f3sitos futuros do FGTS<\/h2>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STF estabelece que a nova forma de corre\u00e7\u00e3o se aplicar\u00e1 apenas aos dep\u00f3sitos realizados ap\u00f3s a data do julgamento. Dessa forma, valores j\u00e1 existentes nas contas vinculadas do FGTS permanecer\u00e3o sob as regras antigas de corre\u00e7\u00e3o, que combinam a TR com 3% de juros ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Fl\u00e1vio Dino, destacou que a aplica\u00e7\u00e3o retroativa contrariaria os limites estabelecidos pela Corte. Ele tamb\u00e9m refor\u00e7ou que eventuais compensa\u00e7\u00f5es deveriam ser debatidas no \u00e2mbito do Conselho Curador do FGTS, e n\u00e3o no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que o processo foi iniciado em 2014 pelo partido Solidariedade, que argumentou que a f\u00f3rmula anterior n\u00e3o protegia o trabalhador da infla\u00e7\u00e3o. Estima-se que entre 1999 e 2013, o poder de compra dos valores no FGTS sofreu perda de at\u00e9 88,3%, conforme apontado em estudos apresentados na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto no bolso do trabalhador<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro detalhe importante \u00e9 que, com a mudan\u00e7a, o saldo do FGTS tende a manter mais poder aquisitivo ao longo do tempo. Simula\u00e7\u00f5es mostram que, se a regra do IPCA estivesse em vigor desde 2000, um trabalhador com R$ 1.000 no Fundo teria hoje R$ 4.369, contra os atuais R$ 2.833 gerados pela antiga corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o rendimento do FGTS passou a incluir, desde 2016, parte do lucro l\u00edquido do fundo, o que suavizou perdas em alguns anos. Contudo, isso n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio por lei, o que torna a nova regra do IPCA ainda mais relevante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), os saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) passar\u00e3o a ser corrigidos, a partir de agora, ao menos pela infla\u00e7\u00e3o, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). 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