{"id":11443,"date":"2025-04-10T11:00:00","date_gmt":"2025-04-10T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=11443"},"modified":"2025-04-09T16:56:28","modified_gmt":"2025-04-09T19:56:28","slug":"belem-se-revolta-com-instalacao-de-arvores-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/belem-se-revolta-com-instalacao-de-arvores-sustentaveis\/","title":{"rendered":"Bel\u00e9m se revolta com instala\u00e7\u00e3o de &#8216;\u00e1rvores sustent\u00e1veis&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p>Em Bel\u00e9m, capital do Par\u00e1, a instala\u00e7\u00e3o das chamadas &#8220;\u00e1rvores sustent\u00e1veis&#8221; nas avenidas de revitaliza\u00e7\u00e3o para a COP30 gerou um grande debate. A proposta, apresentada inicialmente como uma solu\u00e7\u00e3o inovadora, rapidamente se transformou em alvo de cr\u00edticas intensas. <\/p>\n\n\n\n<p>Os locais, que passam por obras de revitaliza\u00e7\u00e3o para a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), receberam estruturas met\u00e1licas com plantas e trepadeiras nativas, mas a nomenclatura inicial, \u201c\u00e1rvores artificiais\u201d ou &#8220;eco-\u00e1rvores&#8221;, n\u00e3o agradou a popula\u00e7\u00e3o e foi rapidamente substitu\u00edda por \u201cjardins suspensos\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio destaca a desconex\u00e3o entre o governo do estado e as comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de levantar quest\u00f5es sobre a efic\u00e1cia de solu\u00e7\u00f5es meramente est\u00e9ticas em uma regi\u00e3o t\u00e3o rica em biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o as \u201c\u00c1rvores Sustent\u00e1veis\u201d?<\/h2>\n\n\n\n<p>As chamadas &#8220;\u00e1rvores sustent\u00e1veis&#8221; s\u00e3o, na verdade, estruturas met\u00e1licas feitas de vergalh\u00f5es reaproveitados, com trepadeiras e plantas nativas que buscam, segundo a explica\u00e7\u00e3o da Secretaria de Obras P\u00fablicas do Par\u00e1 (SEOP), proporcionar sombra e ventila\u00e7\u00e3o em locais onde o plantio de \u00e1rvores convencionais seria invi\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, inspirado por solu\u00e7\u00f5es urbanas de Cingapura, visa suprir a falta de espa\u00e7o para o plantio tradicional devido \u00e0s caracter\u00edsticas da infraestrutura urbana de Bel\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201c\u00e1rvores artificiais\u201d foi inicialmente adotado para descrever essas estruturas, mas a repercuss\u00e3o negativa fez com que o governo mudasse a nomenclatura para &#8220;jardins suspensos&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o parece ter sido uma tentativa de apaziguar os \u00e2nimos, mas n\u00e3o evitou que as cr\u00edticas crescessem, especialmente entre grupos que defendem a preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica e as comunidades locais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rea\u00e7\u00e3o popular<\/h2>\n\n\n\n<p>A instala\u00e7\u00e3o das &#8220;\u00e1rvores sustent\u00e1veis&#8221; suscitou indigna\u00e7\u00e3o, principalmente entre as comunidades ind\u00edgenas, quilombolas, ribeirinhas e agricultores familiares que comp\u00f5em o movimento COP do Povo. <\/p>\n\n\n\n<p>Eles argumentam que a escolha por \u00e1rvores artificiais, ou solu\u00e7\u00f5es de baixo impacto ecol\u00f3gico, n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o as necessidades reais da popula\u00e7\u00e3o e a rica biodiversidade amaz\u00f4nica. <\/p>\n\n\n\n<p>Em um post nas redes sociais, o movimento expressou sua incredulidade diante da decis\u00e3o: &#8220;Em plena Amaz\u00f4nia, o governo do estado do Par\u00e1 resolveu plantar &#8216;\u00e1rvores artificiais&#8217; para fornecer sombra e ventila\u00e7\u00e3o aos participantes da COP30. Centenas de alternativas poderiam ser encontradas para tal tarefa, bastava consultar as comunidades tradicionais e os povos origin\u00e1rios da regi\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Este protesto evidenciou um dos maiores pontos de cr\u00edtica: a falta de consulta \u00e0s comunidades locais antes da implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas que afetam diretamente a regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta de solu\u00e7\u00f5es de longo prazo<\/h2>\n\n\n\n<p>O principal ponto de cr\u00edtica se refere \u00e0 ideia de que o projeto parece se preocupar mais com a est\u00e9tica e a rapidez do que com solu\u00e7\u00f5es ambientais duradouras. A substitui\u00e7\u00e3o das \u201c\u00e1rvores artificiais\u201d por jardins suspensos pode ser vista como um simbolismo vazio, enquanto quest\u00f5es estruturais e ambientais que afetam diretamente a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o local s\u00e3o deixadas de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>O urbanismo sustent\u00e1vel, que respeita a biodiversidade e o ecossistema local, exigiria mais do que a simples instala\u00e7\u00e3o de trepadeiras em metal reciclado. Investir em \u00e1rvores reais e no reflorestamento urbano seria uma solu\u00e7\u00e3o muito mais eficaz para as quest\u00f5es de qualidade do ar, redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e melhoria da sa\u00fade urbana a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira sustentabilidade vai al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es de marketing e exige um compromisso real com a preserva\u00e7\u00e3o da natureza e a melhoria da qualidade de vida dos povos que vivem na floresta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Bel\u00e9m, capital do Par\u00e1, a instala\u00e7\u00e3o das chamadas &#8220;\u00e1rvores sustent\u00e1veis&#8221; nas avenidas de revitaliza\u00e7\u00e3o para a COP30 gerou um grande debate. A proposta, apresentada inicialmente como uma solu\u00e7\u00e3o inovadora, rapidamente se transformou em alvo de cr\u00edticas intensas. Os locais, que passam por obras de revitaliza\u00e7\u00e3o para a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":11450,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-11443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11443"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11453,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11443\/revisions\/11453"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}