{"id":11215,"date":"2025-04-09T22:30:00","date_gmt":"2025-04-10T01:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=11215"},"modified":"2025-04-08T13:45:39","modified_gmt":"2025-04-08T16:45:39","slug":"amor-era-sentido-nos-joelhos-na-civilizacao-antiga-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/amor-era-sentido-nos-joelhos-na-civilizacao-antiga-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Amor era sentido nos \u201cjoelhos\u201d na civiliza\u00e7\u00e3o antiga, diz estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo recente revelou uma curiosa caracter\u00edstica da civiliza\u00e7\u00e3o antiga da Mesopot\u00e2mia: para eles, o amor era uma emo\u00e7\u00e3o sentida nos joelhos. <\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta, feita a partir da an\u00e1lise de registros em t\u00e1buas cuneiformes, mostra que os mesopot\u00e2micos possu\u00edam uma compreens\u00e3o \u00fanica sobre o corpo humano e sua rela\u00e7\u00e3o com os sentimentos. <\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o foi s\u00f3 o amor que surpreendeu \u2014 outras emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m eram ligadas a partes do corpo que, hoje, dificilmente associar\u00edamos a estados emocionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amor era sentido nos \u201cjoelhos\u201d na civiliza\u00e7\u00e3o antiga, diz estudo<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa se debru\u00e7ou sobre textos em ac\u00e1dio, idioma falado por mil\u00eanios na regi\u00e3o da <a href=\"https:\/\/educapes.capes.gov.br\/handle\/10400.2\/8482?mode=simple\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Mesopot\u00e2mia<\/strong><\/a>, localizada entre os rios Tigre e Eufrates. <\/p>\n\n\n\n<p>Com base em um extenso banco de palavras e express\u00f5es, estudiosos perceberam que havia uma l\u00f3gica cultural bastante distinta por tr\u00e1s da forma como essa civiliza\u00e7\u00e3o antiga compreendia o que sentia. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de conhecerem minimamente a anatomia humana, a forma como relacionavam emo\u00e7\u00f5es a \u00f3rg\u00e3os e membros estava mais ligada \u00e0 experi\u00eancia sensorial do que a crit\u00e9rios fisiol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, o f\u00edgado, por exemplo, era frequentemente associado \u00e0 alegria. Quando algu\u00e9m se sentia feliz, o f\u00edgado era descrito como &#8220;iluminado&#8221; ou &#8220;aberto&#8221;, sugerindo uma esp\u00e9cie de expans\u00e3o interna, talvez compar\u00e1vel a uma leveza sentida no corpo. <\/p>\n\n\n\n<p>A raiva, por sua vez, era percebida nos p\u00e9s \u2014 possivelmente porque, em momentos de f\u00faria, a rea\u00e7\u00e3o f\u00edsica envolvia movimento, pisadas firmes ou agita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Civiliza\u00e7\u00e3o antiga sentia amor nos joelhos<\/h3>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/signos-que-podem-ter-um-novo-amor-em-2025\/\"><strong>amor,<\/strong><\/a> com sua complexidade e intensidade, era sentido pelos nativos da civiliza\u00e7\u00e3o antiga em v\u00e1rias partes: no cora\u00e7\u00e3o, no f\u00edgado e, de maneira curiosa, nos joelhos. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa associa\u00e7\u00e3o pode parecer estranha aos olhos modernos, mas faz sentido dentro de um contexto em que as emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram vistas apenas como estados mentais, e sim como manifesta\u00e7\u00f5es corporais vis\u00edveis e sentidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha dos joelhos pode estar relacionada a uma sensa\u00e7\u00e3o de fragilidade ou entrega que o amor desperta \u2014 uma met\u00e1fora para o ato de se ajoelhar, ou talvez um reflexo de como o corpo reage fisicamente \u00e0 presen\u00e7a do outro. <\/p>\n\n\n\n<p>Sem os conhecimentos anat\u00f4micos atuais, os mesopot\u00e2micos constru\u00edram sua linguagem emocional a partir do que observavam e sentiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os antrop\u00f3logos, essa perspectiva abre novas possibilidades de entendimento sobre como essa civiliza\u00e7\u00e3o antiga experimentava o mundo interior. <\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que uma curiosidade hist\u00f3rica, ela revela que a forma como sentimos e nomeamos as emo\u00e7\u00f5es est\u00e1 profundamente enraizada nas conven\u00e7\u00f5es culturais de cada sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo recente revelou uma curiosa caracter\u00edstica da civiliza\u00e7\u00e3o antiga da Mesopot\u00e2mia: para eles, o amor era uma emo\u00e7\u00e3o sentida nos joelhos. 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