{"id":1117,"date":"2025-01-03T09:25:22","date_gmt":"2025-01-03T12:25:22","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=1117"},"modified":"2025-01-03T07:24:24","modified_gmt":"2025-01-03T10:24:24","slug":"este-e-o-verdadeiro-motivo-pelo-qual-a-rede-eletrica-nao-e-subterranea-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/este-e-o-verdadeiro-motivo-pelo-qual-a-rede-eletrica-nao-e-subterranea-no-brasil\/","title":{"rendered":"Este \u00e9 o verdadeiro motivo pelo qual a rede el\u00e9trica n\u00e3o \u00e9 subterr\u00e2nea no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2024, cerca de 496 mil habitantes da Grande S\u00e3o Paulo ficaram sem luz. Depois de mais uma crise el\u00e9trica, a pergunta que fica \u00e9: por que n\u00e3o migrar a rede el\u00e9trica para o subsolo?<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa parece ser uma solu\u00e7\u00e3o \u00f3bvia, que garante mais seguran\u00e7a contra problemas com o tempo e contra roubo, existem desafios que v\u00e3o al\u00e9m da vontade pol\u00edtica e da neglig\u00eancia das concession\u00e1rias de energia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Motivo que dificulta a rede el\u00e9trica no subterr\u00e2neo <\/h2>\n\n\n\n<p>Quando falamos de algum tipo de obra, o principal entrave \u00e9 sempre financeiro. Isso porque, especialistas apontam que o aterramento dos cabos por ser dez vezes mais caro do que as redes a\u00e9reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado pela Comiss\u00e3o de Servi\u00e7o P\u00fablico da Carolina do Norte mostra que a transi\u00e7\u00e3o para a rede el\u00e9trica subterr\u00e2nea poderia levar 25 anos, aumentando as tarifas em 125%.  Em pa\u00edses subdesenvolvidos, como o Brasil, onde a desigualdade socioecon\u00f4mica \u00e9 alta, esses custos de energia podem pesar muito mais no bolso do consumidor, tornando o aumento invi\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, esse tipo de obra demanda muitos recursos e podem ter interrup\u00e7\u00f5es significativos. Prova disso \u00e9 um projeto iniciado em S\u00e3o Paulo em 2017, que previa o aterramento de 65 KM de fio. Entretanto, at\u00e9 agora, apenas 40Km foram conclu\u00eddos. Ou seja, 38,46% da obra ainda precisa ser conclu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatores geol\u00f3gicos brasileiros tamb\u00e9m influenciam de forma negativa no aterramento dos fios. Isso porque, algumas regi\u00f5es possuem um subsolo rochoso, enquanto outras est\u00e3o propensas a inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma solu\u00e7\u00e3o a longo prazo<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos desafios, a migra\u00e7\u00e3o para redes subterr\u00e2neas permanece no radar de especialistas e administradores p\u00fablicos, principalmente em \u00e1reas de grande fluxo urbano e relev\u00e2ncia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, para que essa realidade se concretize, ser\u00e1 necess\u00e1rio um planejamento de longo prazo, com investimentos robustos e um esfor\u00e7o conjunto entre governo, concession\u00e1rias e sociedade. At\u00e9 l\u00e1, a rede a\u00e9rea, vulner\u00e1vel a ventos, tempestades e quedas de \u00e1rvores e furtos, continuar\u00e1 sendo a realidade predominante no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2024, cerca de 496 mil habitantes da Grande S\u00e3o Paulo ficaram sem luz. 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