Algumas teorias apontam diferentes maneiras de estimular a memória e a clareza mental, sendo uma delas o uso do alecrim, seja por meio do chá ou da inalação de seu aroma – por meio de um óleo essencial. Estudos realizados pela Universidade de Northumbria, no Reino Unido, sugerem que essa planta pode contribuir para o aprimoramento da capacidade de memória.
Em 2012, um estudo aprofundou uma pesquisa anterior que apontava os benefícios do aroma de alecrim na memória de longo prazo e na habilidade em cálculos mentais. O alecrim, uma planta perene de folhas finas e pontiagudas, possui a capacidade de rebrotar anualmente em condições climáticas adequadas. Além de suas propriedades cognitivas, é amplamente utilizado como tempero, destacando-se por seu sabor levemente amargo.
Poder do óleo essencial
No novo estudo, os pesquisadores concentraram-se na memória prospectiva, que se refere à habilidade de recordar tarefas futuras, como enviar um cartão de aniversário ou tomar um medicamento em um horário determinado.
Nos testes, o óleo essencial de alecrim foi dispersado por um difusor de aroma, ativado cinco minutos antes da chegada dos participantes. Ao todo, 66 pessoas participaram do experimento, divididas entre uma sala com o aroma de alecrim e outra sem.
No decorrer do experimento, os participantes realizaram atividades relacionadas à memória prospectiva, como ocultar objetos e lembrar de entregá-los em horários predeterminados. Também responderam a questionários sobre o humor e tiveram amostras de sangue coletadas para verificar a concentração de 1,8-cineol, um composto presente no alecrim que atua nos sistemas bioquímicos associados à memória.
Resultados
Os resultados indicaram que os participantes expostos ao óleo com aroma de alecrim apresentaram um desempenho superior nas tarefas de memória prospectiva em relação àqueles que estavam na sala sem o aroma. Além disso, a análise sanguínea revelou níveis mais elevados de 1,8-cineol no plasma dos indivíduos que estiveram em contato com o aroma.
Os pesquisadores sugerem que essas descobertas podem contribuir para o tratamento de deficiências de memória em indivíduos saudáveis. No entanto, destacam a necessidade de estudos adicionais, especialmente para examinar os impactos em adultos mais velhos que enfrentam declínio cognitivo.