Os vendedores de doces, os chamados permissionários da Praça da Biquinha, em São Vicente (SP), estão sendo obrigados a desocupar este importante ponto turístico.
A prefeitura pretende iniciar obras de revitalização, mas os comerciantes alegam falta de opções para continuar seus negócios em outro local durante os trabalhos.
A decisão, ainda sem data de início definida, tem gerado insegurança entre esses trabalhadores, que vêm a atividade como sua principal forma de subsistência.
Comerciantes de São Paulo enfrentam remoção de ponto turístico
Cerca de 15 permissionários, que vendem doces, salgados e artesanatos, atuam atualmente na praça, integrando uma tradição que remonta décadas em um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.
No entanto, com a obrigação de desocupação, a sustentabilidade dos negócios está em jogo, já que muitos desses comerciantes foram temporariamente instalados na Praça 22 de Janeiro após um incêndio em 2013.
O incêndio, causado por um possível curto-circuito, destruiu pelo menos 10 quiosques e forçou a realocação das atividades na época, e desde então o local não é mais o mesmo.
Recentemente, alguns esforços foram feitos para melhorar o ponto turístico, como limpeza e nivelamento do solo. O projeto de revitalização, embora visto como essencial para atrair mais turistas, ainda carece de detalhes específicos sobre como ocorrerá o reassentamento dos comerciantes.
Os vendedores questionam a eficácia dos planos municipais, especialmente devido às experiências passadas de vendas improvisadas que resultaram em desafios e fluxo reduzido de turistas.
Dependendo dessa atividade para suas finanças, muitos deles não possuem alternativas como FGTS ou seguro-desemprego, o que aumenta a tensão quanto às consequências econômicas da eventual paralisação.
O que diz a prefeitura sobre o impasse com os comerciantes do ponto turístico
A prefeitura, enquanto isso, busca parcerias e recursos para garantir que as revitalizações não só sejam concluídas, mas também revitalizem o turismo local.
A colaboração com o governo estadual é um passo importante nesse processo, mas a clareza sobre os apoios aos permissionários continua deficitária, gerando mais preocupação.
Mesmo com as melhorias e promessas da administração local, a indefinição sobre um plano transparente de transição agrava as preocupações dos comerciantes. Embora muitos deles tenham manifestado disposição em colaborar, esperam mais clareza e apoio para enfrentar o período de obras.
A prefeitura, por sua vez, diz que apresentou em setembro do ano passado a proposta da revitalização do local e uma solução para os comerciantes. Os permissionários negam, e afirmam que gostariam de instalar no novo local um contêiner com cozinha, pedido negado pela prefeitura.
A revitalização, prevista para iniciar em setembro, é essencial para restabelecer a atratividade do ponto turístico. Contudo, se medidas claras e eficientes não forem implementadas, a continuidade e a estabilidade econômica dos permissionários permanecerão ameaçadas.