A Universidade Harvard anunciou uma expansão significativa no seu programa de auxílio financeiro, beneficiando alunos de baixa renda a partir do segundo semestre do ano letivo de 2025-26.
Segundo o comunicado oficial da instituição, famílias com renda inferior a US$ 200 mil anuais poderão ter acesso ao ensino gratuito, enquanto aqueles que ganham menos de US$ 100 mil por ano também contarão com auxílio para moradia, alimentação e transporte.
Expansão do auxílio financeiro para alunos de baixa renda
A medida, anunciada nesta segunda-feira (17.mar.2025), visa tornar Harvard mais acessível para estudantes de diversas origens socioeconômicas. Antes da mudança, o limite de renda para a concessão do benefício era de US$ 85 mil anuais.
Com o novo teto de US$ 200 mil, aproximadamente 86% das famílias dos Estados Unidos passam a ser elegíveis para o programa de ajuda financeira da universidade.
O presidente de Harvard, Alan M. Garber, destacou que essa iniciativa fortalece a diversidade dentro da instituição e amplia as oportunidades para alunos talentosos independentemente de sua condição financeira. “A expansão permitirá que estudantes tenham acesso aos recursos necessários para se matricular e concluir a graduação”, afirmou o comunicado oficial.
Entretanto, ainda não está claro se a medida beneficiará estudantes internacionais de baixa renda. A política da universidade tradicionalmente avalia a necessidade financeira sem considerar a nacionalidade, mas os critérios específicos dessa nova diretriz não foram detalhados até o momento.
O desafio de ingressar em Harvard
Apesar do avanço na questão financeira, ser aceito em Harvard continua sendo um grande desafio. O processo seletivo envolve uma série de requisitos rigorosos, como testes padronizados (SAT ou ACT), proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS), histórico escolar de excelência, cartas de recomendação e participação em atividades extracurriculares.
Além disso, os candidatos precisam escrever redações que demonstrem suas qualidades pessoais e acadêmicas.
Para os brasileiros que sonham em estudar nos Estados Unidos, programas como o extinto Ciência sem Fronteiras, que financiou cerca de 93 mil bolsas de estudo entre 2012 e 2016, foram essenciais para viabilizar o acesso ao ensino superior internacional.
Entretanto, com o encerramento das bolsas para graduação, as opções atualmente se restringem a programas de pós-graduação ou iniciativas privadas de financiamento estudantil.
Vale mencionar que, nos Estados Unidos, a maioria das universidades é paga, e apenas instituições militares oferecem ensino gratuito mediante compromisso de serviço no Exército. Dessa forma, a iniciativa de Harvard representa um passo importante na democratização do acesso ao ensino superior de excelência, especialmente para alunos de baixa renda.
Outro detalhe importante é que, embora a mensalidade seja coberta para as famílias elegíveis, os custos com alimentação, moradia e transporte ainda podem representar um desafio para muitos estudantes. Sendo assim, aqueles que se enquadram na faixa de renda inferior a US$ 100 mil podem contar com suporte adicional para essas despesas.