A Prefeitura de São Paulo decidiu intervir em um dos serviços exclusivos oferecidos no Parque Ibirapuera; a Casa Nubank Ultravioleta.
Trata-se de um espaço voltado para clientes de alto poder aquisitivo do banco digital, que, com a decisão da prefeitura, teve suas operações suspensas após uma fiscalização da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).
A gestão municipal alegou que a estrutura instalada no parque não atende às normas estabelecidas para uso do espaço público.
Sala VIP do Nubank não agradou a Prefeitura de São Paulo
O local exclusivo do banco roxinho foi inaugurado em novembro de 2024 e funcionava próximo ao portão 7 do parque.
O acesso era restrito a clientes do cartão Nubank Ultravioleta, que precisavam atender a determinados critérios financeiros para utilizá-lo sem cobranças adicionais.
No local, os frequentadores dispunham de duchas privativas, vestiários equipados, espaço de coworking com Wi-Fi, estações de carregamento de dispositivos, além de serviços como lanches e cafés gratuitos.
A proposta era oferecer mais conforto e comodidade para clientes do banco dentro do principal parque da cidade. No entanto, a iniciativa do Nubank em inaugurar o local e tornar o acesso exclusivo para poucos gerou controvérsias.
A principal crítica vinha do fato de que um ambiente dentro de um espaço público era destinado exclusivamente a um grupo seleto de pessoas, levantando questionamentos sobre a privatização de áreas comuns que deveriam ser de todos os habitantes da cidade.
O caso foi acompanhado por um comitê de fiscalização da Prefeitura, que concluiu que a concessão do espaço não estava em conformidade com as regras estabelecidas no contrato com a empresa Urbia, responsável pela administração do parque desde 2020.
O que dizem a Prefeitura, a Urbia e o Nubank sobre o caso
A Prefeitura afirmou, por meio de nota, que medidas seriam tomadas para garantir o cumprimento das normas e preservar o caráter público do Parque Ibirapuera.
A Urbia, por sua vez, informou que segue dialogando com a gestão municipal e que responderá formalmente dentro dos prazos estipulados.
A empresa também destacou que seus investimentos no parque superam R$ 250 milhões desde o início da concessão, abrangendo melhorias estruturais e conservação do patrimônio.
Já o Nubank declarou que ainda não recebeu notificação oficial sobre a determinação e reforçou seu compromisso em cumprir todas as regulamentações aplicáveis.
Enquanto isso, a polêmica permanece, reacendendo o debate sobre a presença de espaços comerciais restritos em locais de uso coletivo.