Uma pesquisa recente, divulgada na revista Science Advances, investigou como diferentes padrões alimentares afetam a longevidade, fornecendo informações precisas sobre a influência da dieta na expectativa de vida e na redução do risco de mortalidade.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, com colaboração de instituições internacionais, como a Queen Mary University of London e a Universidade de Sydney.
Comparação de dietas
O estudo utilizou dados do UK Biobank, banco de saúde pública britânico, acompanhando mais de 100 mil indivíduos por uma média de dez anos.
Os pesquisadores aplicaram modelos matemáticos sofisticados para avaliar como cinco dietas específicas impactam a mortalidade por todas as causas, doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas.
Entre as dietas analisadas, destacaram-se: a dieta mediterrânea alternativa, dietas voltadas à redução do risco de diabetes, índices alternativos de alimentação saudável, a abordagem DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) e dietas flexitarianas baseadas em vegetais. Todas essas priorizam alimentos naturais e vegetais, limitando ultraprocessados, carne vermelha, sal e açúcar.
Impactos na expectativas de vida
- Redução de mortalidade: Adesão a dietas saudáveis diminui o risco de morte entre 18% e 24%, podendo adicionar até três anos à expectativa de vida.
- Benefícios por sexo: Dieta mediterrânea alternativa traz maiores ganhos para mulheres; dieta voltada à redução do risco de diabetes é mais eficaz para homens, devido ao alto consumo de fibras e controle do índice glicêmico.
- Prevenção de doenças: Dietas equilibradas reduzem incidência de câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias, metabólicas e neurodegenerativas, incluindo Alzheimer.
- Saúde pública: A adoção consistente desses padrões alimentares gera impactos significativos em grandes populações, podendo reduzir custos com tratamentos e melhorar a qualidade de vida.
- Composição dos cardápios: Prioridade para vegetais, frutas, legumes e fibras; moderação no consumo de carnes vermelhas, sal, açúcar e alimentos ultraprocessados.
Os Resultados do estudo fornecem subsídios para políticas de saúde e programas educativos, reforçando a alimentação como pilar central da longevidade saudável.






