O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho bastante positivo no primeiro semestre de 2025, com mais de 1,2 milhão de vagas formais criadas.
Um dado que chama atenção é o papel central do Cadastro Único (CadÚnico) na geração dessas oportunidades, reforçando a importância das políticas públicas voltadas para a inclusão social e econômica.
Crescimento do emprego formal
Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil registrou a criação de 1.222.591 empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Deste total, 977.690 vagas, ou 80%, foram ocupadas por pessoas cadastradas no CadÚnico, ferramenta fundamental para identificar famílias em situação de vulnerabilidade social.
Este dado demonstra o impacto direto do CadÚnico em promover a inclusão no mercado formal, mostrando que políticas sociais bem estruturadas podem gerar resultados concretos na melhoria da vida de milhões de brasileiros.
Participação feminina
Um dos pontos mais relevantes revelados pelos dados foi o avanço da presença feminina no mercado de trabalho formal. Entre os inscritos no Cadastro Único, as mulheres representaram 52,9% do saldo de empregos no primeiro semestre, superando a participação masculina, que foi de 47,1%.
Nas admissões, essa predominância se acentuou ainda mais, com 55,5% das contratações sendo de mulheres (2.737.997), contra 44,5% de homens (2.196.442). Essa mudança reforça o protagonismo das mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, na recuperação econômica do país.
Beneficiários do Bolsa Família
Os beneficiários do Bolsa Família também tiveram papel importante na geração de emprego formal. O saldo de vagas para este grupo foi de 711.987, ou 58,2% do total de empregos formais criados.
Neste segmento, as mulheres novamente se destacaram, representando 55,5% das contratações líquidas. Em números absolutos, foram 1.410.133 mulheres contratadas contra 951.292 homens.
Essa estatística evidencia como o programa social, além de garantir proteção básica, também se conecta com oportunidades concretas de emprego e autonomia econômica.
Políticas públicas eficazes
O sucesso do CadÚnico na geração de emprego está diretamente ligado à atuação de políticas públicas inovadoras, como o Programa Acredita no Primeiro Passo, criado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
O programa é focado em promover a inclusão socioeconômica de grupos vulneráveis, mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. Sua atuação é dividida em três frentes:
- Emprego: Facilitar o acesso ao mercado formal, articulando parcerias com empresas e setores produtivos.
- Qualificação Profissional: Oferecer cursos e treinamentos que preparem os beneficiários para as demandas do mercado.
- Empreendedorismo: Estimular e apoiar iniciativas de negócio próprio, ampliando as oportunidades de renda.
Regra de Proteção
Em julho de 2025, aproximadamente 1 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por terem aumentado sua renda.
Mais da metade dessas famílias atingiu o limite máximo de 24 meses previsto na Regra de Proteção, que garante uma transição estável para quem deixa de precisar do benefício, evitando que retornem à vulnerabilidade rapidamente.
Esse mecanismo tem sido fundamental para assegurar que a inclusão social venha acompanhada de estabilidade econômica duradoura.
Distribuição geográfica das vagas
Os estados que mais geraram empregos formais para o público do Cadastro Único foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Juntos, somaram 553.813 vagas, o que representa 56,6% do total nacional.
No grupo dos beneficiários do Bolsa Família, esses mesmos estados concentraram 391.694 empregos, equivalentes a 55% do saldo do país.
Destaque especial para São Paulo, que liderou a criação de vagas em ambos os grupos: 247.511 para inscritos no CadÚnico e 167.570 para beneficiários do Bolsa Família, refletindo a robustez econômica e as políticas locais que favorecem a inclusão.
Para os próximos anos, espera-se a continuidade e ampliação dessas ações, com foco em qualificação, inserção produtiva e autonomia, para garantir que o crescimento do mercado formal seja inclusivo e sustentável.






