Um dos nomes por trás de algumas das novelas mais emblemáticas da TV Globo voltou aos holofotes por um motivo bem diferente do habitual. Antônio Calmon, autor responsável por sucessos como Top Model e Vamp, surpreendeu o público ao fazer revelações contundentes sobre sua vida pessoal.
Em entrevista exclusiva ao portal Na Telinha, o veterano da teledramaturgia confessou seu histórico de uso intenso de drogas, o que reacendeu debates nas redes sociais sobre os bastidores da televisão e os limites da criação artística.
Antigo roteirista da Globo faz confissão polêmica sobre vício em drogas
Hoje com 80 anos, Calmon disse ter experimentado praticamente todos os tipos de entorpecentes ao longo da vida, com exceção de drogas como crack e metanfetamina, que ele descreve como “plebeias“.
Apesar disso, garante que nunca chegou a desenvolver dependência química. “Fui drogado, mas nunca viciado”, afirmou.
Segundo ele, o uso de substâncias foi uma forma de se libertar do que chama de “carapaça do artista burguês”, ampliando seu repertório de experiências e sua visão de mundo. Ainda assim, admite que os efeitos colaterais se acumularam com o tempo.
Hoje enfrenta limitações físicas, mobilidade reduzida e problemas de saúde agravados desde 2020. Longe da televisão e das câmeras, vive recluso e concentrado na escrita de um livro com memórias amorosas e sensuais, que define como uma espécie de autobiografia não convencional.
Afastado dos roteiros televisivos desde Na Forma da Lei (2010), Calmon admite que sua trajetória na TV Globo chegou ao fim. “Meu tempo lá acabou”, declarou.
O autor relata frustração com a forma como sua criatividade foi sendo cerceada ao longo dos anos, principalmente quando passou a ser pressionado a escrever novelas com formatos mais tradicionais, distantes de sua linguagem original.
Para ele, esse deslocamento afetou tanto a qualidade de suas obras quanto sua satisfação pessoal.
Antônio Calmon teve trajetória de sucesso na TV Globo
Antônio Calmon iniciou a carreira no cinema, dirigindo filmes nas décadas de 1970 e 1980, incluindo o cultuado Menino do Rio (1982). Na televisão, estreou com Armação Ilimitada (1985), série que inovou ao retratar o estilo de vida jovem com ritmo dinâmico e visual moderno.
A seguir, firmou-se como autor de novelas das sete com tramas voltadas ao público jovem, misturando humor, fantasia e crítica social. Obras como Cara & Coroa, Corpo Dourado e O Beijo do Vampiro consolidaram sua marca como roteirista ousado e fora dos padrões.
Hoje, mesmo distante da TV, ele observa o cenário de longe e torce para que as novelas continuem se reinventando — agora mais próximas da realidade do povo brasileiro.






