No último sábado (5), o apresentador e chef de cozinha Edu Guedes passou por uma cirurgia para remoção de um tumor no pâncreas no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O procedimento teria durado cerca de seis horas.
Mas vale destacar que, antes de passar pelo procedimento, o noivo da apresentadora Ana Hickmann passou mal por conta de uma infecção originária de uma crise renal que levou à realização de exames mais detalhados. Somente a partir disso, o verdadeiro problema foi revelado.
E a situação chamou atenção para este tipo de câncer, que apesar de não ser muito comum, costuma ter uma taxa de letalidade alta, uma vez que ele se manifesta de maneira silenciosa, praticamente sem apresentar sintomas nos estágios iniciais.
A identificação da doença geralmente ocorre apenas em estágios tardios, quando o tumor já comprometeu outros órgãos, o que dificulta intervenções mais eficazes. Apesar de inespecíficos, os principais sintomas do câncer de pâncreas incluem:
- dor abdominal persistente;
- perda de peso repentina;
- fraqueza;
- perda de apetite;
- icterícia (pele e olhos amarelados).
E, embora este câncer possa se manifestar até mesmo em pacientes saudáveis, fatores como tabagismo, obesidade, diabetes tipo 2 de longa data, pancreatite crônica, mutação genética BRCA2 (a mesma associada a alguns tipos de câncer de mama) ou histórico familiar da doença podem contribuir para o surgimento.
Como tratar o câncer de pâncreas?
Apesar da letalidade da doença, especialistas afirmam que o câncer de pâncreas tem tratamento e é curável. Contudo, o diagnóstico precoce é a chave para garantir a efetividade do procedimento.
O diagnóstico geralmente requer exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética ou PET-CT. Em seguida, é realizada uma biópsia para confirmar se há, de fato, a presença da doença.
O principal tratamento para o câncer no pâncreas é cirurgia associada à quimioterapia, caso o tumor seja localizado e não comprometa vasos sanguíneos ou outros órgãos. Já em casos mais avançados, a quimioterapia isolada, ou adjunta à radioterapia pode ser a melhor alternativa.
Se a doença estiver em estágio muito avançado, a retirada total do pâncreas pode ser necessária. E embora seja possível sobreviver sem o órgão, o paciente dependerá de medicamentos para controlar a glicose e auxiliar na digestão.






