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Vigilantes do Peso foram à falência após remédios para emagrecer

Por Karoline Calumbi
12/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Vigilantes do Peso foram à falência após remédios para emagrecer - Foto: Creatas Images/ThinkStock/VEJA/VEJA

Vigilantes do Peso foram à falência após remédios para emagrecer - Foto: Creatas Images/ThinkStock/VEJA/VEJA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, registraram nos últimos anos uma revolução silenciosa no setor de controle de peso.

Vale mencionar que a popularização de remédios como Ozempic e Mounjaro, originalmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, provocou uma reviravolta no mercado, levando inclusive ao colapso de gigantes do setor, como a tradicional WeightWatchers (conhecida no Brasil como Vigilantes do Peso).

A empresa, que por mais de seis décadas ofereceu programas de reeducação alimentar e suporte em grupo para perda de peso, entrou com pedido de falência nos EUA em 6 de maio de 2025.

Com isso, a WeightWatchers justificou a decisão apontando a alta concorrência dos remédios para emagrecer e um passivo financeiro superior a US\$ 1,88 bilhão, acima do valor de seus ativos.

Ascensão dos remédios que diminuem o peso

A mudança de cenário ficou evidente com a crescente adesão aos medicamentos injetáveis à base de semaglutida e tirzepatida, substâncias presentes em produtos como Ozempic e Mounjaro, respectivamente. Esses remédios, ainda que indicados oficialmente para diabetes, têm ganhado destaque por sua eficácia no controle do apetite e perda de peso significativa.

Estudos recentes divulgados pela Truveta Research e pela farmacêutica Eli Lilly apontam que usuários de tirzepatida tiveram redução média de até 26,6% do peso corporal ao longo de 84 semanas. Já os que utilizaram semaglutida observaram uma perda de cerca de 15% após 68 semanas.

Com isso, a WeightWatchers não conseguiu sustentar seu modelo de negócio frente a essa nova demanda. Mesmo oferecendo medicamentos como parte de seus programas, a empresa viu sua receita com assinaturas cair 9,3% no primeiro trimestre de 2025.

A reestruturação da WeightWatchers

É importante mencionar que a WeightWatchers continuará operando durante o processo de falência, com seus serviços de telessaúde e workshops mantidos, segundo nota oficial. A empresa também afirmou que espera sair do processo como uma companhia de capital aberto.

Entretanto, a mudança no comportamento do consumidor e a facilidade de acesso aos novos remédios impõem um desafio contínuo a empresas baseadas em programas comportamentais.

Vale mencionar que, apesar dos avanços, o uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro deve ser feito com supervisão médica. Ambos podem causar efeitos colaterais significativos, como náuseas, vômitos e problemas gastrointestinais, fatores que exigem avaliação individualizada antes do início do tratamento.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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