A tradicional lista anual de bilionários da revista Forbes foi atualizada nesta terça-feira, 1º de abril de 2025.
O levantamento, que apresenta os indivíduos mais ricos do planeta, também revelou que o Brasil conta atualmente com 55 nomes entre os maiores detentores de fortuna do mundo.
Entre empresários conhecidos e figuras discretas, o ranking mostra a concentração de riqueza em setores como tecnologia, finanças, bebidas e saúde.
55 brasileiros estão na lista de bilionários da Forbes
O brasileiro mais rico do ano é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com um patrimônio estimado em US$ 34,5 bilhões.
Nascido em São Paulo, o bilionário vive hoje em Singapura e viu sua fortuna crescer impulsionada pela valorização das ações da Meta e por investimentos em startups por meio da B Capital, seu fundo de venture capital.
Na segunda posição aparece Vicky Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, com uma fortuna de US$ 20,7 bilhões. Apesar de viver na Suíça, a bilionária mantém negócios no Brasil por meio do Banco Safra, fundado pela família no país na década de 1950.
O terceiro colocado é Jorge Paulo Lemann, investidor da 3G Capital e acionista da AB InBev, maior cervejaria do mundo. Mesmo com perdas recentes em empresas como as Lojas Americanas, Lemann acumula US$ 17 bilhões.
Na quarta posição, David Vélez surge como símbolo da nova geração de bilionários. Cofundador do Nubank, banco digital que revolucionou os serviços financeiros na América Latina, ele possui US$ 10,7 bilhões.
Carlos Alberto Sicupira, também ligado à 3G Capital, aparece na quinta colocação com US$ 7,6 bilhões, seguido pelo bilionário André Esteves, sócio do BTG Pactual, maior banco de investimentos do continente, com US$ 6,9 bilhões.
Bilionários brasileiros em 2025
Nome do bilionário brasileiro | Fortuna estimada (US$ bilhões) |
---|---|
Eduardo Saverin | 34,5 |
Vicky Safra | 20,7 |
Jorge Paulo Lemann | 17 |
David Vélez | 10,7 |
Carlos Alberto Sicupira | 7,6 |
André Esteves | 6,9 |
Fernando Roberto Moreira Salles | 6,5 |
Miguel Krigsner | 6,1 |
Pedro Moreira Salles | 6,1 |
Alexandre Behring | 5,7 |
João Moreira Salles | 4,5 |
Walther Moreira Salles Junior | 4,5 |
Jorge Moll Filho e família | 4,4 |
Joesley Batista | 3,8 |
Wesley Batista | 3,8 |
Maurizio Billi | 3,7 |
Alceu Elias Feldmann e família | 3,3 |
José João Abdalla Filho | 3,2 |
Mário Araripe | 3 |
João Roberto Marinho | 3 |
José Roberto Marinho | 3 |
Roberto Irineu Marinho | 3 |
Lírio Parisotto | 2,5 |
Marcel Herrmann Telles e família | 2,3 |
Alexandre Grendene Bartelle | 2,2 |
Julio Bozano | 2,1 |
Luciano Hang | 2 |
Jayme Garfinkel e família | 1,8 |
Guilherme Benchimol | 1,7 |
Alfredo Egydio Arruda Villela Filho | 1,7 |
Luiz Frias | 1,7 |
Ilson Mateus e família | 1,7 |
Sasson Dayan e família | 1,5 |
Ana Lucia de Mattos Barretto Villela | 1,5 |
Artur Grynbaum | 1,5 |
Rubens Menin Teixeira de Souza | 1,5 |
Rubens Ometto Silveira Mello | 1,5 |
Carlos Sanchez | 1,5 |
Eduardo Voigt Schwartz | 1,5 |
Mariana Voigt Schwartz Gomes | 1,5 |
Cristina Junqueira | 1,4 |
José Roberto Ermirio de Moraes | 1,3 |
Jose Ermirio de Moraes Neto | 1,3 |
Daniel Feffer | 1,3 |
David Feffer | 1,3 |
Neide Helena de Moraes | 1,3 |
Vera Rechulski Santo Domingo | 1,3 |
Jorge Feffer e família | 1,2 |
Ruben Feffer | 1,2 |
Lívia Voigt de Assis | 1,2 |
Dora Voigt de Assis | 1,2 |
Antônio Luiz Seabra | 1,1 |
Jose Isaac Peres e família | 1,1 |
Liu Ming Chung | 1,1 |
Lucia Maggi e família | 1 |
Super-ricos no foco da tributação
Apesar do crescimento do número de bilionários, o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo.
Segundo estudo da Tax Justice Network, uma taxação anual sobre grandes fortunas nos moldes do modelo espanhol poderia render ao país cerca de R$ 260 bilhões por ano.
Esses recursos seriam suficientes para ampliar investimentos em saúde, educação, habitação e programas sociais voltados à população de baixa renda.
A proposta vem sendo discutida no G20 com apoio do governo brasileiro e é vista como alternativa para combater a desigualdade e reduzir privilégios fiscais.
Atualmente, os mais ricos, incluindo os bilionários, contribuem proporcionalmente menos com o sistema tributário nacional, beneficiando-se de isenções e estratégias de elisão fiscal.
Especialistas afirmam que uma reforma nessa área pode não apenas ampliar a arrecadação, mas também corrigir distorções e fomentar um ambiente econômico mais competitivo e justo.