Nos últimos anos, o azeite de oliva esteve próximo de ser considerado um “produto de luxo”, em razão de seus altos valores de mercado, o que levou muitos brasileiros a reduzir sua frequência de consumo.
Entretanto, a escalada dos preços do alimento parece ter sido contida, uma vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou, na última semana, uma nova queda de cerca de 3,11% em setembro, considerando os índices oficiais de inflação.
Por se tratar da 9ª redução consecutiva em 12 meses, o recuo total chegou a 14,55%. E vale destacar que o efeito já está sendo percebido pelos consumidores, com garrafas de azeite sendo encontradas com diferenças de preço de quase R$ 10 em relação aos valores anteriores.
Além disso, previsões apontam que esta pode não ser a última redução. Sendo assim, especialistas ressaltam que, caso o cenário se mantenha, existem chances do preço do azeite cair ainda mais até o final do ano.
Motivos para a queda no valor do azeite
Consultados pelo portal g1, especialistas explicaram que a queda nos preços do azeite resulta da ação de diversos fatores combinados, que, somados à redução de estoques com preços antigos, provocaram as significativas alterações. Entre eles estão:
- Clima: a seca e o calor nos olivais europeus, de onde o azeite é importado, contribuíram para a elevação dos preços. Entretanto, com a estabilização do clima, as safras estão mais sadias, favorecendo o recuo;
- Dólar: a queda do valor do dólar no mercado cambial brasileiro também desempenhou um papel crucial para a queda de preço, uma vez que houve redução em diversos produtos importatos;
- Impostos: com o objetivo de controlar a alta de preços dos alimentos, o governo federal eliminou, em março, a tarifa de importação de determinados produtos, reforçando, consequentemente, a redução nos valores do azeite no processo.





