Depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve um cartão de bandeira americana bloqueado por conta de impactos da Lei Magnitsky, o Banco do Brasil ofereceu ao magistrado um cartão da bandeira Elo, de emissão nacional, para que ele pudesse voltar a realizar pagamentos.
Entretanto, a atitude da instituição parece ter desagradado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está analisando a possibilidade de aplicar sanções contra o BB. E caso confirmada, a medida poderia resultar em prejuízos substanciais.
Afinal, vale lembrar de casos como o BNP Paribas, que em 2014, recebeu uma multa de US$ 9 bilhões por negociar com o Sudão, Irã e Cuba. Já o Standard Chartered recebeu três punições, resultando em uma cobrança que chegou a quase US$ 2 bilhões.
Em nota oficial, o banco afirmou que atua “em plena conformidade com a legislação brasileira, as normas dos mais de 20 países onde está presente e os padrões internacionais do sistema financeiro” (via Investidor 10).
Além disso, o BB reafirmou a confiança em seu posicionamento, destacando que está preparado para lidar com situações consideradas “complexas e sensíveis” no âmbito das regulamentações globais.
Trump acusa líderes mundiais de conspiração
Mesmo com a pressão de Donald Trump sobre o Brasil chegando a níveis críticos, é importante destacar que o país não é o único alvo do republicano. Inclusive, nesta terça-feira (2), ele utilizou seu perfil na rede social Truth Social para comentar sobre o desfile militar promovido pela China em Pequim.
Na publicação, Trump disse esperar que Xi Jinping, o presidente chinês, mencionasse a contribuição dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, e ainda teceu críticas ao presidente russo Vladimir Putin e o líder norte-coreano Kim Jong-un, que compareceram ao evento.
Em tom irônico, o líder dos EUA solicitou que seus “cumprimentos calorosos” fossem enviados aos dois, acrescentando que eles estariam “conspirando contra os Estados Unidos”.





