A próxima sexta feira, 28 de novembro, marca o início do pagamento da primeira parcela do 13º salário para grande parte dos trabalhadores com carteira assinada.
A data costuma movimentar a economia e aliviar o orçamento das famílias, mas também levanta uma dúvida recorrente: afinal, quanto cada pessoa deve receber e de que forma esse valor é calculado.
Para muitos, o depósito funciona como um reforço bem-vindo no fim do ano, mas compreender a lógica por trás da gratificação e saber como utilizá-la de forma responsável faz toda a diferença.
O cálculo do 13º salário que você precisa saber
O 13º salário é uma remuneração adicional criada para garantir ao trabalhador um ganho equivalente a um mês de salário por ano de serviço. Ele não depende de metas, produtividade ou avaliação da empresa.
O cálculo parte de uma regra simples: o valor anual corresponde a um doze avos do salário multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano corrente.
Quem esteve contratado durante os doze meses recebe o equivalente ao salário integral. Já quem ingressou na empresa ao longo do ano ganha apenas a fração relativa aos meses em que trabalhou pelo menos quinze dias.
Esse montante é dividido em duas partes. A primeira é paga sem descontos. A segunda, depositada até 20 de dezembro, já chega com as deduções de INSS e, quando aplicável, Imposto de Renda.
Para quem costuma fazer horas extras, a média das horas também entra na conta e aumenta o valor final.
Têm direito ao 13º todos os trabalhadores formais, além de aposentados e pensionistas do INSS.
No caso dos beneficiários da Previdência, muitos já receberam o adiantamento entre abril e maio, mas quem começou a receber o benefício depois de julho terá a gratificação proporcional no fim do ano.
Trabalhadores desligados da empresa, por demissão ou pedido de saída, também recebem o valor parcial junto com as verbas rescisórias.
13º salário pode representar um alívio no orçamento
Receber o 13º pode ser um alívio ou um risco, dependendo das escolhas que o trabalhador faz. O dinheiro extra costuma despertar o consumo imediato, mas especialistas apontam que o uso mais eficiente passa primeiro pelo ajuste das contas.
Quitar dívidas caras, principalmente aquelas com juros elevados como cartão de crédito e cheque especial, é a alternativa que gera maior impacto positivo no orçamento.
Para quem está com tudo em dia, o ideal é reservar parte da quantia para emergências e planejar com antecedência os gastos típicos das festas.
Usado com estratégia, o benefício deixa de ser apenas um bônus e se transforma em um instrumento real de estabilidade financeira.





