O Nubank conquistou um marco histórico ao se tornar a maior empresa privada do Brasil em valor de mercado.
Em uma guinada que sinaliza mudanças profundas no cenário corporativo nacional, a fintech ultrapassou a Petrobras e agora lidera o ranking entre as companhias brasileiras do setor privado com ações negociadas em bolsa.
Nubank assume topo e se torna maior empresa privada do Brasil
A avaliação do Nubank atingiu cerca de US$ 76,8 bilhões, superando os aproximadamente US$ 75 bilhões da Petrobras, estatal que, por décadas, simbolizou o poder econômico e estratégico do país.
A conquista acontece em meio a um cenário global volátil e reforça a ascensão de negócios digitais, enxutos e orientados por tecnologia, em contraste com as empresas tradicionais ligadas ao setor público.
Fundado em 2013 por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, o Nubank começou oferecendo um cartão de crédito sem tarifas, desafiando os grandes bancos.
Com uma proposta centrada em experiência do usuário, digitalização e inclusão financeira, o banco digital rapidamente conquistou milhões de clientes insatisfeitos com a burocracia dos serviços bancários tradicionais.
Hoje, com mais de 90 milhões de usuários na América Latina, especialmente no Brasil, México e Colômbia, o Nubank opera sob a holding Nu Holdings Ltd., com ações listadas na Bolsa de Nova York (NYSE: NU) e representadas no Brasil por meio de ADRs.
Apesar do crescimento do Nubank, nenhuma empresa brasileira vale mais do que US$ 80 bilhões; EUA tem 130
O crescimento da empresa representa não apenas uma mudança de liderança entre as corporações nacionais, mas também um símbolo do que é possível alcançar no setor privado brasileiro, mesmo em um ambiente desafiador.
Apesar do sucesso do Nubank, o Brasil ainda está longe dos patamares de valorização vistos em outras economias: nenhuma empresa nacional rompeu a barreira dos US$ 80 bilhões, enquanto os Estados Unidos somam mais de 130 companhias com valor de mercado superior a esse.
Esse contraste escancara a distância do Brasil em relação às grandes potências econômicas, agravada por entraves como alta carga tributária, insegurança regulatória, juros elevados e falta de incentivos ao empreendedorismo.
Em paralelo, estatais como os Correios e outras empresas públicas têm registrado sucessivos prejuízos, alimentando um debate sobre eficiência e o papel do Estado na economia.
A ascensão do Nubank, embora solitária, mostra que a inovação pode prosperar mesmo em terreno árido, e aponta para um futuro onde empresas ágeis e centradas em tecnologia ocupem espaços antes dominados por gigantes estatais.





