Entraram em vigor na última segunda-feira, 13 de outubro, as novas diretrizes da Caixa Econômica Federal para concessão de crédito habitacional.
As mudanças têm como foco facilitar o acesso à casa própria, principalmente para famílias de classe média com renda mensal de até R$ 12 mil, um público que, até agora, encontrava obstáculos para obter financiamento fora das taxas praticadas no mercado.
Novas regras da CAIXA para financiar seu imóvel
Uma das principais alterações está no aumento da cota financiável do imóvel.
Antes, o valor máximo coberto por crédito era de 70% do preço da propriedade. Com as novas regras, esse percentual sobe para 80%, o que significa que os compradores precisarão desembolsar uma entrada menor.
Na prática, isso pode representar uma diferença significativa: para um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, a entrada exigida caiu de R$ 150 mil para R$ 100 mil.
Essa mudança sozinha já amplia consideravelmente o número de famílias com condições de acessar o crédito habitacional.
Outra medida relevante é a elevação do teto de valor dos imóveis financiáveis dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Essa atualização não apenas amplia o leque de imóveis elegíveis como também permite que propriedades de valor mais alto sejam adquiridas com juros controlados e condições mais vantajosas.
O uso do FGTS também ganha novo fôlego com esse ajuste: agora, o fundo pode ser utilizado na compra de imóveis mais caros, seja como entrada, amortização de dívida ou complemento de parcelas.
Mudanças serão testadas pela Caixa até o final de 2026
Além disso, a iniciativa faz parte de um projeto-piloto com validade até o fim de 2026. Durante esse período de teste, a Caixa, responsável por cerca de 70% dos financiamentos habitacionais do país, avaliará o impacto das novas regras sobre o mercado.
Se os resultados forem positivos, o modelo poderá se tornar permanente a partir de 2027.
Há ainda mudanças na destinação dos recursos da poupança, que sustenta parte do crédito habitacional. Até 2027, o percentual que os bancos precisam manter como depósito compulsório junto ao Banco Central será gradualmente reduzido, liberando mais dinheiro para o setor.
A partir daí, até 100% dos valores depositados na poupança poderão ser direcionados para financiamentos imobiliários.
Com essas medidas, o governo federal e a Caixa buscam impulsionar o mercado imobiliário e destravar o acesso à moradia para um número maior de brasileiros.





