O governo federal apresentou ao Congresso Nacional o valor esperado para o salário mínimo no ano que vem, através do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, peça central do planejamento financeiro da União para o próximo ano.
Como de praxe, o documento reúne as estimativas de receitas e despesas públicas e precisa ser analisado e aprovado por deputados e senadores.
Entre os principais pontos do projeto está a previsão do novo salário mínimo, além de informações sobre os recursos destinados à saúde, educação e programas sociais.
Mudança no salário mínimo: quanto será o novo valor?
De acordo com a proposta orçamentária, o salário mínimo deverá subir para R$ 1.631 a partir de janeiro de 2026. O valor representa um aumento de R$ 113 em relação ao mínimo atual, que em 2025 está fixado em R$ 1.518.
A correção não se limita à reposição da inflação: o reajuste prevê um ganho real de 2,5%, acima da inflação acumulada, como parte da política de valorização do salário mínimo retomada no atual governo.
Essa política foi uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem impacto direto na vida de milhões de brasileiros.
Trabalhadores com remuneração base, aposentados e pensionistas do INSS, além de beneficiários de programas sociais vinculados ao piso nacional, são os mais afetados por essa mudança.
A medida busca preservar o poder de compra das famílias e contribuir para a redução das desigualdades.
Além do salário mínimo, PLOA 2026 também revela valores de programas sociais
No entanto, o aumento do mínimo também pressiona os cofres públicos, especialmente no que se refere a benefícios previdenciários e assistenciais, já que muitos são calculados com base nesse valor.
Para dar conta dessas despesas, o governo reservou cifras robustas no orçamento.
Para o Bolsa Família, o PLOA de 2026 destina R$ 159,5 bilhões. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) contará com R$ 130,6 bilhões, enquanto o Auxílio Gás deverá receber R$ 5,1 bilhões.
Todos esses montantes, no entanto, ainda precisam ser validados pelo Congresso, que pode fazer ajustes durante a tramitação do projeto.
Além disso, a proposta orçamentária contempla investimentos significativos em áreas essenciais. A saúde deve contar com R$ 245,5 bilhões, e a educação com R$ 133,7 bilhões.
A execução desse orçamento, no entanto, dependerá do desempenho da economia e da disciplina fiscal ao longo de 2026.





