Na última segunda-feira, 8 de setembro, o Itaú Unibanco se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após a demissão de centenas de funcionários, em sua maioria colaboradores que atuavam em regime de home office ou híbrido.
Em poucas horas, começaram a circular nas plataformas digitais relatos de ex-funcionários alegando que o banco havia usado dados de monitoramento remoto como justificativa para os cortes, levantando um debate sobre privacidade no ambiente de trabalho virtual.
Diante da repercussão, o banco se pronunciou oficialmente, detalhando os motivos das demissões, os critérios utilizados e respondendo às críticas. O sindicato dos bancários, por sua vez, contestou a versão da empresa e promete medidas judiciais.
Itaú finalmente revela a verdade sobre demissões de funcionários
De acordo com o comunicado do Itaú, as demissões foram resultado de uma análise individualizada do desempenho de certos profissionais ao longo de um período de quatro meses.
Segundo a instituição, foi identificada uma parcela de colaboradores com níveis de engajamento digital considerados muito abaixo do esperado para o modelo de trabalho remoto.
O banco afirmou que, em alguns casos, a atividade registrada não ultrapassava 20% da jornada contratual, mesmo com a inclusão de horas extras. Para o Itaú, esse comportamento compromete a relação de confiança necessária com a equipe e representa uma falha grave de conduta.
A análise foi baseada no cruzamento entre o uso de ferramentas corporativas, como sistemas internos e softwares de trabalho, e os registros formais de jornada. O banco garantiu que não houve captura de imagens, áudios ou vídeos, e que todo o processo seguiu diretrizes legais e políticas internas.
Ainda segundo a empresa, a maioria dos funcionários que atua remotamente apresenta níveis de atividade compatíveis com o esperado, girando em torno de 75%, número que o banco considera adequado diante das variações naturais do trabalho à distância.
Sindicato questionou argumentos do Itaú
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, no entanto, refutou os argumentos apresentados. A entidade afirma que não foi previamente informada sobre os desligamentos e denuncia a falta de transparência nos critérios adotados.
Também questiona a precisão das métricas utilizadas, apontando o risco de erros nos algoritmos e a ausência de advertências prévias a alguns dos demitidos.
Além disso, anunciou que irá ingressar com uma ação coletiva para reverter os cortes, alegando que o banco não pode usar o teletrabalho como pretexto para uma reestruturação silenciosa.





